quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Planta do mês: a palmeira-de-saia

Palmeira-de-saia
Nome Científico: Washingtonia filifera
Nomes Populares: Palmeira-de-saia, Palmeira-da-califórnia.
Categoria: Palmeiras
Clima: Equatorial, Mediterrâneo, Subtropical, Tropical
Origem: desertos da Califórnia, nos Estados Unidos, e parte do México
Altura: acima de 12 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene

Para completar esta ficha descritiva falta ainda acrescentar algumas características desta planta. Assim, a palmeira-de-saia apresenta folhas grandes em forma de leque que formam uma copa aberta. São ideais para serem cultivadas em locais com verões quentes. Porém, possuem uma grande resistência a invernos gelados, suportando temperaturas de -10°C.
Impressionantes estes exemplares
As folhas mortas persistem em vez de cair como nas outras palmeiras, formando-se uma saia volumosa de cor parda, característica da espécie. Esta saia no entanto pode abrigar pragas, roedores e pombos e é muito inflamável, de forma que a remoção destas folhas pode ser indicada em alguns casos. As inflorescências contêm numerosas flores branco-amareladas que dão origem a pequenos frutos, do tipo drupa, de coloração vermelho-escura. Multiplica-se por sementes. 

Outra bonita imagem
Para conheceres melhor esta palmeira que existe abundantemente no logradouro da tua escola, clica aqui.

As nossas palmeiras

Outra imagem das nossas palmeiras. Observem as suas saias

Escaravelho-vermelho das palmeiras

É um insecto de cor forte. Quem diria que é uma praga...

O escaravelho-vermelho (Rhynchophorus ferrugineus) é uma praga e o seu controlo tem-se demonstrado bastante complicado. É um inseto relativamente grande, entre dois e cinco centímetros de comprimento, e tem uma cor vermelho-ferrugem. As suas larvas escavam buracos no caule das palmeiras, podendo matar a planta hospedeira.

Metamorfoses do escaravelho-vermelho

Originário da Ásia tropical, o escaravelho vermelho espalhou-se na África e Europa, atingindo o Mediterrâneo em 1980.
Os primeiros ataques de escaravelho vermelho foram detectados em setembro de 2007 no Algarve. Em 2011, a praga já tinha atingido o norte do país.

A morte das palmeiras

Para te informares melhor sobre esta praga clica aqui.

Distribuição da praga em Portugal

Compostagem: uma sessão teórico-prática

O nosso pequeno grupo no início da sessão
No dia 4 de Janeiro, realizou-se na nossa escola uma sessão teórico-prática sobre compostagem. Teve como dinamizadora a Eng.a Deolinda Ataíde da C.M.A. (Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental) e como aprendentes professores da equipa da Horta e alunos voluntários.
Ficámos a conhecer as etapas da construção de uma pilha de compostagem e dos materiais a utilizar. Por exemplo, não devemos colocar quaisquer restos de alimentos cozinhados, assim como, gorduras (manteiga, fiambre, etc.), carne, peixe, pão, bolos, alimentos processados, legumes ou peças de fruta inteiras, bem como restos de vegetais e cascas grandes (fatias de melão ou melancia) e cascas de citrinos (muito difíceis de decompor pelos microorganismos do solo).

Adicionando cinza à pilha

Aqui está a nossa pilha de compostagem

Obrigada pelas explicações tão pormenorizadas. Gostámos muito e ficamos à espera de novas sessões!!...
Tivemos também direito a alguns presentes, muito úteis. Ora vejam, um manual de compostagem feito por crianças e editado pela C.M.A. Este está à tua disposição na Biblioteca.
Uma das ofertas sobre compostagem
Já em tempos o nosso blog fez uma publicação sobre compostagem. Queres relembrá-la? Clica aqui.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O Natal na Horta

Nos dias 19 e 21 de dezembro, a horta realizou duas exposições, na Sala dos Professores, com materiais de cerâmica produzidos na Sala de Olaria pela professora Teresa Cameira.
Tínhamos chás, sementes e diversas peças de cerâmica (ímanes, pregadeiras, elásticos para o cabelo, colares).
As exposições foram muito visitadas pelos professores e restantes funcionários.
Ora vê como estavam bonitas as mesas de exposição!!...

19 de dezembro

A mesa de exposição (chás, sementes, ímanes e outras peças de cerâmica)

Pormenor dos materiais expostos

 21 de dezembro

Visão geral da mesa de exposição

Pormenor dos materiais expostos

Outro pormenor da mesa de exposição
Os nossos ímanes (prof. Mónica)

Os nossos colares (prof. Mónica)

Outro pormenor das nossas cerâmicas (prof. Mónica)

Os chás (prof. Mónica)

Outro aspecto dos saquinhos de chá (prof. Mónica)
Créditos: obrigada professora Mónica Duarte pelas excelentes fotografias!!!... 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Boas Festas

A Equipa da Horta Biológica deseja Boas Festas e um óptimo Ano de 2017 a toda a Comunidade Educativa e a todos os nossos meninos e jovens alunos.


Bancos de sementes: uma corrida contra o tempo

TODOS nós dependemos das plantas para sobreviver. Além de serem fonte de alimentação, as plantas fornecem também matéria-prima para o vestuário. Isso sem falar no combustível, material de construção e remédios que salvam a vida. A vida animal, incluindo aves e insetos, também depende delas. No entanto, segundo alguns pesquisadores, um quarto das plantas do globo corre risco de ser extinto nos próximos 50 anos. O Projeto Banco de Sementes do Milénio lidera a corrida contra o tempo para evitar que isso aconteça.
Aclamada como a “Arca de Noé para as plantas” e como “seguro de vida para o planeta”, o prédio de 120 milhões de dólares no sul da Inglaterra protegerá centenas de milhões de sementes das espécies mais ameaçadas do planeta.
O que é um banco de sementes? É uma forma fácil e económica de preservar qualquer planta que produz semente — da menor erva à árvore mais alta. Uma vez armazenadas, as sementes não requerem muitos cuidados. A maioria quase não ocupa espaço. Basta um pequeno frasco para armazenar um milhão de sementes de orquídea! No caso de diversas outras espécies, milhares de sementes podem ser armazenadas num vidro de conserva. Após serem submetidas a um tratamento especializado, as sementes podem ser preservadas com segurança por décadas ou mesmo por séculos, por um período muito maior do que conseguiriam sobreviver na natureza.

Bancos de sementes internacionais

Banco de sementes do Milénio
Botânicos britânicos anunciaram (Outubro de 2009) ter reunido sementes de 10 por cento das plantas mais ameaçadas do planeta, naquela que é a primeira etapa de um "banco" destinado a preservar a biodiversidade mundial.
Após nove anos de uma colecta levada a cabo com a colaboração de 54 países, o Banco de Sementes do Milénio, situado nos Jardins Botânicos de Kew, zona Sudoeste de Londres, conseguiu recolher 24.200 espécies de plantas selvagens, que correspondem a um décimo das plantas mais ameaçadas no mundo.
Para Stephen Hopper, director dos Jardins Botânicos Reais, num momento em que aumenta a inquietação com as alterações climáticas e a perda da biodiversidade, o Banco de Sementes do Milénio é "uma verdadeira mensagem de esperança e um recurso vital num mundo de incerteza".


Banco de sementes 


Os Jardins Botânicos de Kew fixaram, agora, como meta guardar 25 por centos das plantas até 2020.
Entre 60 mil e 100 mil espécies de plantas estão ameaçadas de extinção, ou seja, um quarto das espécies conhecidas, o que se deve sobretudo à desflorestação, segundo os responsáveis dos Jardins Botânicos reais.
A "sementoteca" está concentrada, numa primeira etapa, nas plantas mais ameaçadas ou que desapareceram já depois de as suas sementes chegarem ao Banco, pois 23 das espécies ali representadas já não existem na Natureza.
Desde 2000, mais de três mil milhões e meio de sementes foram guardadas em contentores estanques colocados em cofres com temperatura controlada instalados perto de Ardingly, no Sul de Inglaterra, bem como no país de origem das sementes.

Segundo Paul Smith, responsável pelo projecto, "não existe outro banco de sementes deste tipo no mundo".

Jardins botânicos reais de Kew

Bancos de Sementes nacionais

Banco de Sementes A.L. Belo Correia
O Banco de Sementes A.L. Belo Correia, inaugurado em 2001, é uma infraestrutura de conservação e investigação cujo objetivo principal é a conservação de sementes da flora Portuguesa a longo prazo.
Trata-se do maior e mais antigo banco de sementes de espécies autóctones em Portugal continental, conservando em março de 2015, 3700 amostras de sementes, pertencentes a 1130 espécies. Nesta coleção está já representado mais de 1/3 da flora e 57% das espécies protegidas do continente português. Destacam-se ainda cerca de 220 espécies da região submersa pela barragem de Alqueva e 250 espécies de plantas do Jardim Botânico.
A conservação das espécies ameaçadas é uma prioridade e permite implementar em Portugal a Estratégia Global para a Conservação das Plantas.
A coleção constitui assim um seguro contra a extinção das plantas no seu habitat natural, disponibilizando sementes para a reabilitação de habitats e a reintrodução de espécies ou reforço das suas populações. Constitui ainda uma fonte de material de origem e qualidade controladas para investigação científica.
As sementes são conservadas a humidade e temperatura baixas. Nestas condições, milhares de sementes de uma só espécie podem manter-se vivas durante dezenas ou centenas de anos. 


As sementes acondicionadas em tubos de ensaio

O Banco de Sementes dando prioridade à conservação de espécies ameaçadas contribuiu assim para o cumprimento, em Portugal, da meta 8 da Estratégia Global para a Conservação das Plantas, sendo este o único banco de sementes português com protocolo de colaboração com o Millennium Seed Bank/RoyalBotanic Gardens-Kew e o único membro nacional do consórcio ENSCONET-The European Native SeedConservation Networkconsórcio europeu que reúne 30 bancos de sementes de espécies autóctones.
Em 2014 teve início a colaboração no projecto internacional “Adapting agriculture to climate change: collecting, protecting and preparing crop wild relatives”, liderado pelo Global CropDiversity Trust e pelo Millennium Seed Bank. Em parceria com outros bancos de sementes portugueses, serão recolhidas sementes de 29 espécies aparentadas de espécies cultivadas (“crop wild relatives”) em Portugal. Estas sementes serão conservadas em Portugal e no Millennium Seed Bank e estarão disponíveis para programas de melhoramento e obtenção de novas cultivares num cenário de alterações climáticas.
Nota: a designação cultivares significa "variedade cultivada" de uma espécie vegetal. O conceito foi oficialmente adoptado no XIII Congresso de Horticultura, realizado em Londres (1952), com o objectivo de distinguir as variedades cultivadas das de ocorrência natural.


A criação do Banco de Sementes da HortaFCUL irá permitir-nos conservar as nossas sementes e dar-nos-à independência em relação às empresas produtoras de sementes, permitindo ao projecto HortaFCUL produzir as suas próprias sementes de qualidade e conservando as sementes nativas, conhecidas como sementes crioulas, numa tentativa de aumentar a diversidade e variabilidade das nossas culturas.
Este banco tem ainda por objectivo colaborar com Banco de Sementes do Jardim Botânicoda Universidade de Lisboa e com a Associação Colher para Semear (da qual a HortaFCUL é sócio guardião), armazenando sementes, de modo a evitar que certas culturas Portuguesas desapareçam.
O Banco de Sementes HortaFCUL é ainda uma oportunidade de fazer trocas de sementes com outros bancos e obter uma maior diversidade de plantas no nosso jardim alimentício.


O Banco de Sementes dos Açores, criado em 2003, está vocacionado para a conservação de espécies de flora endémica do arquipélago dos Açores, nomeadamente as mais ameaçadas.
As sementes são acondicionadas em tubos de ensaio com sílica (absorção de humidade) e guardadas em câmaras de frio (-15ºC).

Tubos de ensaio com sementes

Sementes de cardo-leiteiro, uma das nossas plantas