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segunda-feira, 22 de maio de 2017

A morte silenciosa das abelhas

As abelhas estão cada vez mais ameaçadas de extinção
As abelhas alimentam-se de pólen (larvas) e de mel (néctar). Por norma, o número de abelhas diminui no inverno (importância dos hotéis para insetos) e é reposto até ao verão, quando o bom tempo traz mais alimento e a reprodução dispara. 

Abelhas e favos com mel e com pólen.
A vespa velutina, uma espécie predadora que veio da Ásia, está a espalhar-se rapidamente pela América e pela Europa, dizimando as colmeias.

Vespa velutina.

Em Portugal, as ameaças podem ser explicadas pelo(a,os):
- Varroa destructor (parasita) continua a ser uma dor de cabeça praticamente a nível planetário, uma vez que não existe um tratamento 100% eficaz contra este ácaro.

Varroa destructor

Abelha parasitada pelo Varroa destructor (círculo vermelho).

- Vespa velutina (ou asiática) que ataca as abelhas. O combate a esta espécie predadora requer muitas vezes intervenção especializada para aniquilar os seus ninhos. Portugal vai ter de aprender a conviver com a vespa-asiática, insecto predador de abelhas que, além de ser responsável por uma quebra na produção de mel, está também a preocupar as autoridades, pelo à-vontade com que instala os seus enormes e populosos vespeiros em zonas urbanas.
- Pesticidas, embora presentes, as suas implicações na morte das abelhas não estão quantificadas.
- Alterações climáticas.
- Redução da diversidade de plantas e árvores florais provocada pela agricultura moderna.

Apicultura, uma atividade em expansão em Portugal.

Em Portugal, há cerca de 18 mil apicultores, estando este número em crescimento. O Algarve é a zona de maior produção do país, seguida pelo Alto Minho, Trás-os-Montes e a Beira Alta.
Existem diversas medidas no sentido de impedir a progressão da extinção das abelhas. Algumas mais radicais estão a ser implementadas em Espanha, com o desenvolvimento das super abelhas.
Entre estas medidas, destacam-se o desenvolvimento da agricultura biológica, o controlo das doenças das abelhas e a aposta no projeto europeu Bee Doc que pretende desenvolver novas ferramentas de diagnóstico e novas estratégias de prevenção de doenças nas abelhas, bem como criar novos tratamentos que envolvam menos terapia química.

Agricultura biológica.

A FNAP (federação nacional de apicultores) é uma instituição que existe em Portugal para promover a apicultura e desenvolver métodos para melhorar a vida das abelhas em Portugal. 



Conclusão
Podemos concluir que sem a polinização pela qual as abelhas são responsáveis, frutos como a cereja, o melão, a maçã ou o pêssego ficariam em causa, assim como muitos legumes, casos do nabo ou da abóbora. As plantas polinizadas pelas abelhas também poderiam desaparecer e, por conseguinte, os animais que delas se alimentam, interferindo assim em toda a cadeira alimentar. Por este motivo, o futuro da Humanidade sem abelhas estaria em causa.


segunda-feira, 6 de março de 2017

As crisopas e o controlo biológico de pragas

Em Portugal, a espécie mais comum é a crisopa verde (Chrysoperla carnea), que pode ser observada em pomares do entre Douro e Minho a partir do início de maio.
Crisopa verde
A crisopa é usada em todo o mundo para controle biológico de pragas na agricultura. Na fase adulta, nem todas as espécies são eficientes no controle de pragas, visto que algumas apenas se alimentam de néctar, pólen e substâncias açucaradas como a melada excretada pelos pulgões e outros insetos. O mesmo já não se pode dizer das larvas. 
Larva de crisópa a comer pulgões
São predadores vorazes, que atacam insetos de varias espécies, sobretudo de corpo mole como pulgões, ácaros, tripes, mosca branca, ovos de insetos, lagartas, minadores, psilídeos, cochonilhas, pequenas mariposas e lagartas, e larvas de besouros. A sua eficiência é notável. 
Crisopa verde: metamorfoses
Quando detetam uma presa agarram-na e injetam-lhe o seu suco digestivo com as maxilas. Este suco dissolve os órgãos de um pulgão em 90 segundos. 
Crisopa a comer pulgões
Os ovos são postos em plantas normalmente onde se encontrem grande quantidade de afídeos. Têm forma oval e estão ligados individualmente às plantas por um fio longo.
Ovos de crisopa
Crisopa e os seus ovos
Como atrair: Para atrair crisopas (e as suas larvas) deve-se ter na horta plantas como a angélica, o dente-de-leão, o endro ou o girassol.

Como fazer hotéis abrigo para insetos

Um hotel para vários insetos
Para que servem
Os hotéis para insetos defendem o ecossistema das hortas e jardins, aumentando a biodiversidade ao fornecer um habitat para polinizadores e controladores naturais de pragas. Estes abrigos atraem abelhas, vespas, borboletas, joaninhas, besouros, centopeias.
Um hotel, vários utilizadores
Insetos benéficos
Abelhas selvagens, joaninhas, tesourinhas, besouros e outros insetos são muito úteis no jardim. Estes insetos têm uma missão: combater pulgões e outros parasitas (evitando assim tratamentos fastidiosos) e realizar a polinização. Precisam, no entanto, de um lugar para se abrigar no outono e inverno. Naturalmente, procuram as cascas de árvores caídas para esconderem-se, os espaços entre os troncos nas pilhas de madeira, os montinhos de pedras, vasos empilhadas, etc. 
Hoje, propomos a construção de um refúgio, um hotel de insetos real e de cinco estrelas! E é muito fácil! Ora vê.
 Construção
Para a sua construção podem ser utilizados restos de madeira, bambus, pinhas, galhos secos, canudos de plástico, galhos com furos, folhas secas, musgo seco, troncos furados, canas, vasos, palha, pedras, telhas, rede de arame, etc. Estes diferentes materiais e texturas destinam-se a diferentes insetos. 
Materiais a usar na construção do abrigo
Para a acomodar os materiais pode ser usada uma caixa de madeira qualquer ou podem ser feitos suportes de diversos formatos. O hotel deverá ter quartos para abelhas (polinização) e para joaninhas e crisopas (que se alimentam de pragas).
Hotel de construção muito fácil
Aqui está um outro bem fácil de construir
Um outro modelo também de fácil execução
 Como atrair os insetos
- Não utilizar agrotóxicos;
- Ter plantas (pólen) que os insetos (abelhas, joaninhas) gostem: túlipas, lírios, erva doce (Pimpinella anisum L.), coentros (Coriandrum sativum L.), cominhos (Cominum cyminum), angelica (Angelica Officinalis), cenouras (Daucus carota sativa), milefólio (Achilea millefollium L), cosmos (Cosmos bipinnatus), Coreopsis (Coreopsis lanceolata), gerânio (Pelargonium sp) e dente-de-leão (Taraxacum officinale L,).
Será que depois de leres este post irás tentar construir um abrigo para insetos no teu jardim?
Vê este modelo tão colorido
Um pequeno montinho de materiais e o abrigo está feito!...

Notícias da horta: hotéis para insetos

Numerosos insetos vivem à nossa volta e, neste mundo urbanizado, precisam da nossa ajuda. Durante todo o ano devem alimentar-se, abrigar-se, reproduzir-se e mesmo fugir do perigo. Favorecer a vida dos animais do jardim além de criar um ambiente de vida agradável também assegura o equilíbrio biológico sem ter que utilizar substâncias químicas. 


Um tipo de hotel para insetos

Para nos agradecerem o facto de lhes darmos abrigo, alguns destes animais asseguram o papel de polinizadores (abelhas) enquanto outros são predadores de insetos (joaninhas) ou de animais indesejáveis.
Sabias que 70% dos alimentos que estão no teu prato necessitam do trabalho dos insetos polinizadores e que estes estão em extinção? 

Um outro exemplo de hotel para insetos


Vamos conhecê-los e ajudá-los construindo hotéis abrigo para abelhas selvagens, joaninhas, borboletas e outros insetos úteis. Assim, aumentamos a biodiversidade no nosso quintal e melhoramos a produção dos nossos alimentos.

O nosso hotel para insetos. Este é um hotel comprado,
 mas vamos fazer outros artesanalmente.
A horta meteu mãos à obra e construiu dois hotéis para insetos, com a orientação do professor Jaime. Um vertical, para suspender, e outro horizontal.

Cortar canas, garrafas e garrafões...

O professor Jaime a montar o hotel.

O hotel no seu lugar definitivo. 

Agora só falta começarem a vir os nossos clientes!...
Pode parecer difícil construir um hotel para insetos, mas não é. Primeiro reunimos os materiais necessários e depois demos largas à imaginação. 

O hotel horizontal rodeado por flores.

O hotel vertical.

O hotel vertical na sua localização definitiva.

Aqui estão eles no seu lugar definitivo. 
Não estão muito perfeitos, mas poderão ainda vir a ser melhorados. Para a próxima vez ficarão melhores…
Aqui te deixamos um vídeo para te inspirares:

Bichos da horta: as joaninhas

Joaninhas
Características
Joaninha é o nome popular dos insetos coleópteros da família Coccinellidae. A Coccinella septempunctata, conhecida pelo nome de joaninha-de-sete-pontos, é uma espécie europeia que apresenta geralmente de uma a sete manchas pretas sob fundo vermelho. A sua larva é azul com pintas amarelas. Existem igualmente joaninhas de cor amarela e verde. Podem medir de 4 a 8 milímetros, vivendo até 180 dias.
Diferentes tipos de joaninhas
Como os demais coleópteros, passam por uma metamorfose completa durante seu desenvolvimento. Os seus ovos eclodem numa semana e o estágio larvar é de 3 semanas, durante o qual o inseto já apresenta a mesma alimentação do adulto.
Joaninhas alimentando-se

Metamorfose da Joaninha
Os ovos das Joaninhas
As joaninhas são predadoras alimentando-se de afídios, moscas da fruta, pulgões, piolhos da folha e outros tipos de insetos, a maioria deles nocivos para as plantas. Uma vez que a maioria das suas presas causa estragos às colheitas e plantações, as joaninhas são benéficas e a sua presença é desejada pelos agricultores.
Larva de joaninha a comer pulgões
Ameaças
Apesar da grande utilidade, estes insetos sofrem ameaça dos agrotóxicos utilizados nas plantações.

O mundo fascinante das abelhas

A abelha-europeia (Apis mellifera) é uma abelha social também chamada de abelha-alemã, abelha-comum, abelha-de-mel, abelha-doméstica. É originária da Ásia e da Europa e foi introduzida na América por ingleses e espanhóis. No Brasil foi introduzida pelos portugueses em 1839. As espécies de abelhas nativas da América não possuem ferrão.

Apis mellifera fêmea

As abelhas são insetos voadores aparentados com as vespas e formigas. São conhecidos pelo seu papel na polinização e alimentam-se de néctar que recolhem com a língua. A seguir guardam-no numa bolsa localizada na garganta e voltam à colmeia. Uma abelha produz cinco gramas de mel por ano.

Abelha carregando pólen

As abelhas são criadas em larga escala para a produção de mel, cera, própolis, geleia real.

Classes de abelhas

Uma colmeia (natural ou artificial) abriga entre 60 a 80 mil abelhas. Tem uma rainha, 400 zangões e milhares de operárias. A abelha-rainha vive até 5 anos enquanto que as operárias vivem de 28 a 48 dias. Apenas as abelhas fêmeas trabalham.

Abelha com o ventre cheio de pólen

A principal missão dos machos é fecundar a rainha. O zangão, apesar de não ter ferrão, também tem a função de proteger a colmeia de outros insetos.
No interior da colmeia, as obreiras usam cera para construir os favos (formados por células em forma de prisma hexagonal), onde armazenam mel e pólen para alimentar tanto as larvas como os insetos adultos. A rainha ocupa-se exclusivamente em pôr ovos: cerca de 3 mil por dia.


Uma obreira em acção

Colmeia artificial

Nascimento de uma abelha
Normalmente, todos os anos, cada colónia produz um ou mais enxames, sempre contendo uma rainha, que se instala noutro lugar, com abundância de flores, onde funda uma nova colónia. É assim que a espécie se propaga.