terça-feira, 6 de junho de 2017

Para que queremos o ambiente?

Eu era inteligente, queria mudar o mundo.
Agora sou sábio e estou a mudar-me a mim mesmo.

(Dalai Lama)

Ontem, dia 5 de junho foi o Dia Mundial do Ambiente.
Desde há muito se fala em ambiente, mas qual é o seu significado para a grande maioria das pessoas?

O nosso comportamento e as nossas atitudes
 face ao ambiente podem fazer a diferença.

Ambiente é tudo o que rodeia e afecta a resposta dos organismos vivos, sejam factores físicos  - luz, água, temperatura, solo – sejam outros organismos que coabitam no mesmo espaço e que com eles interajam.

A CASA de todos nós.

A sociedade interpreta o ambiente de modo egocêntrico: é rapidamente perceptível se tiver uma consequência directa na vida do cidadão ou ser algo de impessoal, com uma noção de risco longínqua, que não afecta de imediato a vida de cada um e é ignorado.

As alterações climáticas colocam em causa a Vida na Terra.

Entre os problemas ligados ao ambiente há uns com estatuto e interesse global: alterações climáticas, poluição atmosférica e marinha. Outros como a Terra, a ocupação e uso do solo, a biodiversidade, não geram preocupação política.


Para que queremos o ambiente? Para nosso conforto e sobrevivência futura.
Para isso, a sociedade terá de ser cada vez mais responsável e estar apta a defender os interesses de um meio natural que é de TODOS e para TODOS.
E o Estado deverá assegurar as condições que permitam a melhoria da qualidade de vida, individual e colectiva, garantindo os pressupostos básicos de um desenvolvimento sustentado.
(Fonte: Público 05/06/2017, Maria Amélia Martins-Loução)




Portal do AmbienteO Relatório do Estado do Ambiente é elaborado anualmente nos termos do disposto na Lei de Bases do Ambiente. O REA analisa o estado do ambiente em Portugal, reconhecendo os progressos alcançados, mas também os principais constrangimentos, e identificando a posição do País face aos compromissos e metas assumidos em matéria de ambiente e desenvolvimento sustentável.




É preciso dar a conhecer aos cidadãos, o direito ao Ambiente e ao Desenvolvimento Sustentável, expresso na nossa Lei Fundamental, desde a sua 1ª versão em 1976.


Merece ser destacado o lançamento, pelo Ministério do Ambiente, da Estratégia Nacional deEducação Ambiental, para o período de 2017-2020.



“Ligar as pessoas à Natureza”, é o mote deste Dia Mundial do Meio Ambiente, que se celebrou esta segunda-feira. 
A ONU propõe, na Semana do Meio Ambiente que começou ontem e vai até o dia 11, incentivar a nossa conexão com a natureza para fomentar sua proteção.



É uma semana para pensarmos e falarmos sobre a CASA em comum onde todos vivemos.
Uma semana para propor ideias, soluções e atitudes que façam bem à Terra, que nos ajude a cuidar bem de nós e dos outros, das gerações atuais e futuras, dos seres humanos e de todos os seres viventes, pois precisamos uns dos outros.

A Árvore da Sabedoria.

Assim sendo, durante esta semana, mais do que nunca, está com a natureza, conversa, informa-te, apoia e movimenta-te em direção a um mundo melhor para todos!



Feliz Semana do Meio Ambiente para ti:)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Josefa de Óbidos, a pintora portuguesa de naturezas mortas

Josefa de Ayala Figueira, conhecida como Josefa de Óbidos (1630-1684), foi uma pintora nascida na Espanha que viveu e produziu em Portugal. 
Era filha de Baltazar Gomes Figueira, pintor português natural de Óbidos. 
Quando este foi trabalhar para Sevilha, acabou por desposar D. Catarina de Ayala Camacho Cabrera Romero, natural da Andaluzia. 

São João Bapista.

Quando tinha apenas quatro anos de idade, os pais de Josefa regressam a Portugal. 
Estabelecem-se na Quinta da Capeleira, em Óbidos, quando a menina já tinha seis anos de idade. 

O Cordeiro Místico.

Foi especialista na pintura de flores, frutas e objetos inanimados. A influência exercida pelo barroco tornaram-na uma artista com interesses diversificados, tendo-se dedicado, além da pintura, à estampa, à gravura, à modelagem do barro, ao desenho de figurinos, de tecidos, de acessórios vários e a arranjos florais.

Doces e flores.

O Salvador do Mundo.

O Bom Jesus.

As flores pintadas por Josefa têm uma simbólica sagrada (bíblica): açucena (Pureza), cravo (Amor Puro), rosa (Virgem), rosa-brava (Virgem), jasmim (Alegria Eterna), anémona (Paixão de Cristo), amor-perfeito (Trindade), palmeira (martírio), maravilhas, ginja (Sangue do Redentor), laranja (Castidade), tulipa (Graça Divina), cravos túnicos (Virgem), ceara (Pão), figueira (Ressurreição), videira (Eucaristia), etc. 








Sónia Azambuja é uma especialista da simbologia
da natureza na pintura seiscentista portuguesa.

O Jardim das plantas mediterrânicas

A D. Leonor em frente ao jardim.

A auxiliar, D. Leonor, que se encontra habitualmente na portaria da escola é quem nos rega o Jardim das plantas mediterrânicas.
Outro dia teve a feliz ideia de fazer sobressair as plantas cultivadas utilizando pedras brancas da calçada.
Vejam como ficou muito mais bonito o nosso jardim! 




É preciso ter carinho e amor para fazer as coisas acontecerem…




Muito obrigada, D. Leonor. Gostámos muito. 
Esperamos que nos continue a surpreender!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Novidades da horta: as colheitas

Com a chegada do verão as plantas da horta estão cada vez mais bonitas.
Algumas já deram fruto. Ora vejam:

As framboesas estão madurinhas.

Os maracujás têm ainda de amadurecer. 

As pereiras prometem grande produção.

O feijão verde já está bom para comer.

Os morangueiros continuam a dar flor e fruto.

Também os morangueiros envasados estão novamente em flor.

Há que esperar um pouco para que o tomate cresça.

Outras estão em flor:



Os girassóis começam a estar prontos para dar semente.

A flor da cebola.

As flores da camomila.

Os cravos túnicos.

As margaridas-do-Cabo voltaram a dar flor.

Roseiras em flor.

Para fazer acontecer tudo isto foi necessário muito trabalho: semear, plantar, regar, sachar, mondar,….
Os professores e seus alunos dedicaram-se inteiramente a concretizar os objetivos a que se tinham proposto logo no início do ano.
Aqui estão eles nas suas tarefas:


Na horta: os alunos do professor Joel e da professora Elisabete.

No jardim das aromáticas.

Mais um passo foi dado na vedação da horta.
Ficou muito bem este gradeamento que nos protege das correrias de meninos distraídos!...


A grade vista de fora com os alunos em segundo plano.

As pequenas zínias já estão a crescer junto à vedação

A viagem das plantas

Como seria hoje a nossa alimentação se não conhecêssemos a abóbora, o amendoim, o ananás, a batata, o cacau, o feijão, o girassol, o milho, o pimento e o tomate? 
Muito monótona, certamente.



Ora, na realidade, todos estes produtos são de origem americana e eram perfeitamente desconhecidos na Europa, e no resto do mundo, antes de 1500. Mas, com as grandes viagens dos Descobrimentos tudo mudou e a dieta dos europeus, alterou-se radicalmente, sendo enriquecida com numerosos produtos vegetais oriundos de outros continentes.
Por exemplo, a dieta medieval portuguesa era bastante limitada, constando sobretudo de pão de trigo ou centeio; de legumes variados, com predomínio para as couves, o grão e as favas; de frutas, como as castanhas, as maçãs, as uvas ou os marmelos; de vinho e de azeite; e de mel, que servia de adoçante. Algum peixe e alguma carne completavam a mesa dos mais abastados.

Lisboa no séc. XVI era uma cidade 
fervilhante, repleta de visitantes exóticos.

Nas novas terras contactadas, em África, na Ásia e na América, os navegadores portugueses depararam com novos alimentos e novos condimentos, anteriormente desconhecidos ou pouco vulgarizados.



Transplantaram-nos para Portugal ou para os arquipélagos da Madeira, dos Açores, São Tomé e Cabo Verde. Estes arquipélagos funcionaram como jardins de aclimatação por beneficiarem de climas mais ajustados às novas plantas.

Graças à Expansão foi possível acontecer a viagem das plantas:
 - De África, os navegadores portugueses trouxeram a malagueta, o coco, a melancia, e mais tarde também o café, que diversificaram a nossa gastronomia.



- Da Ásia, vieram especiarias exóticas como a pimenta, a canela, o gengibre e o cravo-da-índia, que se vulgarizaram em Portugal e, logo depois, na Europa. Vieram também frutas então quase desconhecidas entre os europeus, como a banana, a manga e a laranja doce. Da longínqua China, os portugueses trouxeram ainda o chá, que é hoje a bebida mais consumida a nível mundial.



- Da América, trouxeram os navegadores ibéricos (portugueses e espanhóis) numerosos produtos que hoje fazem parte integrante da gastronomia europeia, como a abóbora, o amendoim, o ananás, a batata, a batata-doce, a baunilha, o cacau, o caju, o feijão, o girassol, o maracujá, o milho, a papaia, o pimento e o tomate.




O Livro de cozinha da Infanta D. Maria dePortugal, século XV, neta de D. Manuel I é o livro de receitas mais antigo de Portugal. 
A receita de picadinho de carne de vaca mostra-nos a importância das especiarias na culinária: lavem carne de vaca bem macia, e piquem-na bem miudinha. A seguir, adicionem-lhe cravo, açafrão, pimenta, gengibre, cheiro-verde bem cortadinho, cebola batida, vinagre e sal. Refoguem tudo no azeite, e deixem cozinhar até secar a água. Sirvam sobre fatias de pão.


D. Maria de Portugal







Assim, espécies completamente novas foram facilmente adotadas em zonas do globo distintas das de origem, tendo inclusivamente substituído as espécies autóctones, devido às suas vantagens nutritivas e de produtividade.



O milho, por exemplo, foi um cereal que se impôs pela sua produtividade. Introduzido em Portugal por volta de 1520, chegou à Birmânia e à China em 1597, pela mão dos portugueses. Bastou menos de um século para dar a volta ao mundo.



Em suma, as comunicações intercontinentais permitiram que homens, animais, plantas, objectos e ideias cruzassem o mundo em todas as direcções.
Hábitos localizados em áreas restritas do globo foram-se generalizando, lenta mas irreversivelmente, como sucedeu, por exemplo, com o consumo do açúcar, da pimenta e da canela, do gengibre e do cravo, do tabaco, do café, do chocolate, do chá, do algodão e das porcelanas ou com a utilização de armas de fogo.