quinta-feira, 25 de maio de 2017

1.º PRÉMIO - CONCURSO MELHOR BARRAQUINHA E EQUIPA

Este ano, foi a nossa escola a vencedora do 1.º prémio do concurso MELHOR BARRAQUINHA E EQUIPA.


Aqui está a orgulhosa equipa vencedora:
a  professora Elisabete (gestora do projecto), o professor Joel e
a professora Celeste.

O prémio consistiu numa pequena estufa e num ninho/abrigo para pequenas aves.


A gestora do projecto, professora Elisabete,
com o prémio (uma casa abrigo para aves e uma estufa)
A equipa da Horta Biológica ficou muito orgulhosa pelo reconhecimento do seu trabalho! De facto, tal só foi possível com o contributo de todos.
Obrigada e vamos continuar a cuidar dos NOSSO PLANETA.

Festa Verde 2017


A Semana Verde, promovida pela C.M.A., teve início hoje (25 de maio) com a Festa Verde.
Ao longo de uma manhã animada e participada (das 09:00h às 12:30h, na Praça S. João Baptista), crianças de Escolas, Jardins de Infância e Instituições Particulares de Solidariedade Social de Almada reúnem-se para trocar e vender os produtos que plantaram e colheram nas suas hortas e jardins pedagógicos, ao longo do ano.
Concursos, jogos, oficinas, feiras de usados e muita animação fazem parte do programa da Festa Verde, aberta a todos os que a queiram visitar.


A nossa barraquinha em plena atividade.

Também a nossa Escola participou, uma vez mais, nesta iniciativa.
O Projeto Horta Biológica / Jardim Mediterrânico / Plantas Aromáticas deu a conhecer as atividades realizadas ao longo do ano, com os seus alunos e professores. 
Procurando promover uma alimentação saudável e a sustentabilidade do Planeta, levou até a este encontro, o resultado da sua produção biológica, incluindo produtos frescos, vegetais e ervas aromáticas, chás, entre outros. 

Os produtos que levámos: plantas aromáticas, condimentares
e medicinais; plantas envasadas; couves e outros produtos frescos;
 flores comestíveis e framboesas.

Outra imagem da nossa barraquinha.

Este é o produto final de uma atividade que se pretende promotora de modos de vida saudáveis e mais sustentáveis.

Dia da espiga: 25 de maio

Os campos na primavera.

Hoje, é Quinta-feira da Ascensão (de Jesus Cristo ao Céu).
Neste dia celebra-se também o "dia da espiga" ou "quinta-feira da espiga".
Trata-se de uma antiga celebração popular portuguesa. Manhã cedo, rapazes e raparigas apanhavam espigas e flores campestres. Formavam com elas um ramo com espigas de trigo, rosmaninho, malmequeres e folhagem de oliveira que pode incluir centeio, cevada, aveia, margaridas, pampilhos e papoilas.

A festa da abundância e do renascimento da natureza.
Depois, o ramo era guardado ao longo de um ano, pendurado atrás da porta de entrada da casa, para que nela houvesse pão, azeite, dinheiro e alegria durante todo o ano. Só era substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.
É crença do povo que a espiga apanhada na quinta-feira da Ascensão proporciona felicidade e abundância no lar. Aliás, a espiga de trigo propriamente dita representa a abundância de pão, o ramo de oliveira simboliza a paz, as flores amarelas e brancas respectivamente o ouro e a prata que significam a fartura e a prosperidade. 

Comemoração do fim do inverno e celebração da fertilidade. 

Este costume tem origens muito antigas e radica em tradições pagãs naturalmente associadas às festas consagradas à deusa Flora e que ocorriam por esta altura. Comemorava-se desta forma o fim do inverno e o renascimento da vida vegetal e animal (primavera). Pedia-se a bênção dos deuses para as novas colheitas (fertilidade). 
Posteriormente, este ritual pagão do Dia da Espiga ficou para sempre ligado à festa religiosa da Ascensão.

Comemoração do Dia da Espiga!

Os raminhos ficaram muito coloridos...
Como não podia deixar de ser, a horta associou-se às comemorações deste dia e cumpriu a tradição. Fizeram-se vários ramos de espigas e outras flores que foram colhidas de manhã bem cedo. Ora vejam como ficaram coloridas e bonitas…

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Um momento de poesia com Fernando Pessoa



À la manière de A. Caeiro

A mão invisível do vento roça por cima das ervas.
Quando se solta, saltam nos intervalos do verde
Papoilas rubras, amarelos malmequeres juntos,
E outras pequenas flores azúis que se não vêem logo.
Não tenho quem ame, ou vida que queira, ou morte que roube.
Por mim, como pelas ervas um vento que só as dobra
Para as deixar voltar àquilo que foram, passa.
Também por mim um desejo inutilmente bafeja
As hastes das intenções, as flores do que imagino,
E tudo volta ao que era sem nada que acontecesse.

30-1-1921
Poemas de Ricardo Reis. Fernando Pessoa. 



segunda-feira, 22 de maio de 2017

A morte silenciosa das abelhas

As abelhas estão cada vez mais ameaçadas de extinção
As abelhas alimentam-se de pólen (larvas) e de mel (néctar). Por norma, o número de abelhas diminui no inverno (importância dos hotéis para insetos) e é reposto até ao verão, quando o bom tempo traz mais alimento e a reprodução dispara. 

Abelhas e favos com mel e com pólen.
A vespa velutina, uma espécie predadora que veio da Ásia, está a espalhar-se rapidamente pela América e pela Europa, dizimando as colmeias.

Vespa velutina.

Em Portugal, as ameaças podem ser explicadas pelo(a,os):
- Varroa destructor (parasita) continua a ser uma dor de cabeça praticamente a nível planetário, uma vez que não existe um tratamento 100% eficaz contra este ácaro.

Varroa destructor

Abelha parasitada pelo Varroa destructor (círculo vermelho).

- Vespa velutina (ou asiática) que ataca as abelhas. O combate a esta espécie predadora requer muitas vezes intervenção especializada para aniquilar os seus ninhos. Portugal vai ter de aprender a conviver com a vespa-asiática, insecto predador de abelhas que, além de ser responsável por uma quebra na produção de mel, está também a preocupar as autoridades, pelo à-vontade com que instala os seus enormes e populosos vespeiros em zonas urbanas.
- Pesticidas, embora presentes, as suas implicações na morte das abelhas não estão quantificadas.
- Alterações climáticas.
- Redução da diversidade de plantas e árvores florais provocada pela agricultura moderna.

Apicultura, uma atividade em expansão em Portugal.

Em Portugal, há cerca de 18 mil apicultores, estando este número em crescimento. O Algarve é a zona de maior produção do país, seguida pelo Alto Minho, Trás-os-Montes e a Beira Alta.
Existem diversas medidas no sentido de impedir a progressão da extinção das abelhas. Algumas mais radicais estão a ser implementadas em Espanha, com o desenvolvimento das super abelhas.
Entre estas medidas, destacam-se o desenvolvimento da agricultura biológica, o controlo das doenças das abelhas e a aposta no projeto europeu Bee Doc que pretende desenvolver novas ferramentas de diagnóstico e novas estratégias de prevenção de doenças nas abelhas, bem como criar novos tratamentos que envolvam menos terapia química.

Agricultura biológica.

A FNAP (federação nacional de apicultores) é uma instituição que existe em Portugal para promover a apicultura e desenvolver métodos para melhorar a vida das abelhas em Portugal. 



Conclusão
Podemos concluir que sem a polinização pela qual as abelhas são responsáveis, frutos como a cereja, o melão, a maçã ou o pêssego ficariam em causa, assim como muitos legumes, casos do nabo ou da abóbora. As plantas polinizadas pelas abelhas também poderiam desaparecer e, por conseguinte, os animais que delas se alimentam, interferindo assim em toda a cadeira alimentar. Por este motivo, o futuro da Humanidade sem abelhas estaria em causa.


terça-feira, 16 de maio de 2017

As nossas plantas medicinais e condimentares

Durante o ano passado, o solo dos canteiros e do jardim ao fundo da horta foi melhorado com terra rica em húmus e estrume de ovelha.


Jardim ao fundo da horta com plantas aromáticas
(condimentares e medicinais).

Jardim ao fundo da horta com plantas aromáticas
(condimentares e medicinais).

Foram, então, plantadas ou semeadas espécies vegetais para fins medicinais e condimentares.


Canteiro da Casinha da Horta:
 plantas medicinais e condimentares.

Canteiro da Casinha da Horta
plantas medicinais e condimentares.

Canteiro da Casinha da Horta:
 plantas medicinais e condimentares.

O outro canteiro da Casinha da Horta: morangueiros, abacateiro,
e plantas aromáticas, medicinais e condimentares.

Para além do plantio, foi preciso regar, mondar, sachar.


Segurelha, menta chocolate e rosmaninho
(canteiro da Casinha da Horta).
 Com todos os cuidados, as plantas cresceram muito bem.

Cidreira (canteiro da Casinha da Horta).


Manjericão (canteiro da Casinha da Horta).

O hipericão do Gerês  (canteiro da Casinha da Horta).

As plantas têm estações próprias de crescimento e, assim sendo, não é possível tê-las frescas durante todo o ano. Têm de ser colhidas, secas e armazenadas, para poderem ser utilizadas quando necessário. 


Flores de tília a secar.

A maior parte das plantas medicinais é colhida no verão, antes das flores se abrirem, o que garante melhor sabor. As folhas das plantas perenes, como a salva e o tomilho, podem ser apanhadas em qualquer altura.

Folhas de sálvia.

As folhas, flores e sementes devem secar em local seco, escuro e ventilado com temperatura entre os 33 ºC e os 21ºC.

Menta chocolate.

Há dois métodos básicos para secar ervas frescas: as folhas e as flores podem ser colhidas e secas num tabuleiro ou em molhos atados e depois pendurados (orégão, tomilho, louro, salva, alfazema, alecrim). Deixar secar durante uma a três semanas. 
As ervas estarão secas quando estiverem quebradiças ao toque. Porém, o caule demora mais tempo a secar, estará seco quando partir ao dobrar.


Erva cidreira e menta.

Pétalas de rosa.

Depois de secas, foi preciso pensar numa forma de as apresentar. Escolhemos introduzi-las em saquinhos de papel devidamente identificados.


Os saquinhos com as plantas medicinais e condimentares.

Todo este processo foi moroso e trabalhoso, mas valeu a pena. 
Estas plantas produzidas em modo biológico vão proporcionar bem-estar e melhorar o sabor dos cozinhados!...
Para ficares mais informado, o quadro em baixo ajudar-te-à a escolheres melhor as plantas a utilizar.


As infusões e as suas propriedades.

Chás, infusões e tisanas

Sabes a diferença entre chás, infusões e tisanas?
Embora estejamos habituados a chamar tudo de chá, na realidade apenas se deveria chamar chá à infusão da planta do chá, a Camellia sinensis.


Camellia sinensis.

Normalmente, estes termos empregam-se indistintamente. Porém, têm significados diferentes.
Trazemos-te este vídeo para ficares esclarecido. Ora vê!...




No entanto, o significado destes termos não é consensual. Assim, para a wikipedia a tisana é um tipo de infusão que consiste em adicionar ervas medicinais a água a ferver durante cinco ou seis minutos num recipiente tapado. Após esse tempo retira-se o recipiente do fogo, deixando descansar (ainda tapado) por cerca de 15 minutos. A tisana está pronta a ser consumida, após ser coada e colocada numa chávena.


Tisana de plantas medicinais.

"Chá de ervas" é frequentemente utilizado para designar todas as infusões feitas a partir de diferentes partes de plantas (não necessariamente ervas - casca, folhas, flores, etc). Exemplos mais comuns: chá de camomila, chá de erva-cidreira, chá de tília, chá de menta, chá de limão, chá de flor de laranjeira, etc.

Infusão de flores de tília.

No entanto, essas infusões são tisanas e não rigorosamente chás, uma vez que o termo chá designa única e exclusivamente a bebida preparada através da infusão de folhas, flores ou raízes da planta Camellia sinensis.



Chá (Camellia sinensis).

Uma infusão é, então, um processo para a fabricação de bebidas, em geral, pela imersão de uma substância aromática em água quente ou a ferver. Algumas das bebidas mais comuns e de mais vasta distribuição no planeta são infusões: café, chá, tisana e chimarrão.


Igualmente, utiliza-se o termo decocção para designar uma outra forma de utilizar as plantas, principalmente a suas partes duras. Ora vê este vídeo: