terça-feira, 16 de maio de 2017

As nossas plantas medicinais e condimentares

Durante o ano passado, o solo dos canteiros e do jardim ao fundo da horta foi melhorado com terra rica em húmus e estrume de ovelha.


Jardim ao fundo da horta com plantas aromáticas
(condimentares e medicinais).

Jardim ao fundo da horta com plantas aromáticas
(condimentares e medicinais).

Foram, então, plantadas ou semeadas espécies vegetais para fins medicinais e condimentares.


Canteiro da Casinha da Horta:
 plantas medicinais e condimentares.

Canteiro da Casinha da Horta
plantas medicinais e condimentares.

Canteiro da Casinha da Horta:
 plantas medicinais e condimentares.

O outro canteiro da Casinha da Horta: morangueiros, abacateiro,
e plantas aromáticas, medicinais e condimentares.

Para além do plantio, foi preciso regar, mondar, sachar.


Segurelha, menta chocolate e rosmaninho
(canteiro da Casinha da Horta).
 Com todos os cuidados, as plantas cresceram muito bem.

Cidreira (canteiro da Casinha da Horta).


Manjericão (canteiro da Casinha da Horta).

O hipericão do Gerês  (canteiro da Casinha da Horta).

As plantas têm estações próprias de crescimento e, assim sendo, não é possível tê-las frescas durante todo o ano. Têm de ser colhidas, secas e armazenadas, para poderem ser utilizadas quando necessário. 


Flores de tília a secar.

A maior parte das plantas medicinais é colhida no verão, antes das flores se abrirem, o que garante melhor sabor. As folhas das plantas perenes, como a salva e o tomilho, podem ser apanhadas em qualquer altura.

Folhas de sálvia.

As folhas, flores e sementes devem secar em local seco, escuro e ventilado com temperatura entre os 33 ºC e os 21ºC.

Menta chocolate.

Há dois métodos básicos para secar ervas frescas: as folhas e as flores podem ser colhidas e secas num tabuleiro ou em molhos atados e depois pendurados (orégão, tomilho, louro, salva, alfazema, alecrim). Deixar secar durante uma a três semanas. 
As ervas estarão secas quando estiverem quebradiças ao toque. Porém, o caule demora mais tempo a secar, estará seco quando partir ao dobrar.


Erva cidreira e menta.

Pétalas de rosa.

Depois de secas, foi preciso pensar numa forma de as apresentar. Escolhemos introduzi-las em saquinhos de papel devidamente identificados.


Os saquinhos com as plantas medicinais e condimentares.

Todo este processo foi moroso e trabalhoso, mas valeu a pena. 
Estas plantas produzidas em modo biológico vão proporcionar bem-estar e melhorar o sabor dos cozinhados!...
Para ficares mais informado, o quadro em baixo ajudar-te-à a escolheres melhor as plantas a utilizar.


As infusões e as suas propriedades.

Chás, infusões e tisanas

Sabes a diferença entre chás, infusões e tisanas?
Embora estejamos habituados a chamar tudo de chá, na realidade apenas se deveria chamar chá à infusão da planta do chá, a Camellia sinensis.


Camellia sinensis.

Normalmente, estes termos empregam-se indistintamente. Porém, têm significados diferentes.
Trazemos-te este vídeo para ficares esclarecido. Ora vê!...




No entanto, o significado destes termos não é consensual. Assim, para a wikipedia a tisana é um tipo de infusão que consiste em adicionar ervas medicinais a água a ferver durante cinco ou seis minutos num recipiente tapado. Após esse tempo retira-se o recipiente do fogo, deixando descansar (ainda tapado) por cerca de 15 minutos. A tisana está pronta a ser consumida, após ser coada e colocada numa chávena.


Tisana de plantas medicinais.

"Chá de ervas" é frequentemente utilizado para designar todas as infusões feitas a partir de diferentes partes de plantas (não necessariamente ervas - casca, folhas, flores, etc). Exemplos mais comuns: chá de camomila, chá de erva-cidreira, chá de tília, chá de menta, chá de limão, chá de flor de laranjeira, etc.

Infusão de flores de tília.

No entanto, essas infusões são tisanas e não rigorosamente chás, uma vez que o termo chá designa única e exclusivamente a bebida preparada através da infusão de folhas, flores ou raízes da planta Camellia sinensis.



Chá (Camellia sinensis).

Uma infusão é, então, um processo para a fabricação de bebidas, em geral, pela imersão de uma substância aromática em água quente ou a ferver. Algumas das bebidas mais comuns e de mais vasta distribuição no planeta são infusões: café, chá, tisana e chimarrão.


Igualmente, utiliza-se o termo decocção para designar uma outra forma de utilizar as plantas, principalmente a suas partes duras. Ora vê este vídeo:


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Mostra do Ensino Superior, Secundário e Profissional 2017


Este ano, a Câmara Municipal de Almada  organizou a 14ª edição da Mostra do Ensino Superior, Secundário e Profissional que decorreu de 9 a 11 de maio. Subordinada ao tema “Cidade, Pertença das Pessoas” envolveu várias instituições do concelho de Almada do ensino superior, secundário e profissional.


A banquinha da horta com flores, com plantas
aromáticas, medicinais e condimentares.

A Horta Biológica esteve presente no dia 10, à tarde. De acordo com o tema Sustentabilidade na Horta demonstrou-se como fazer um vermicompostor reutilizando materiais acessíveis, no nosso dia-a-dia. Distribui-se, ainda, um desdobrável com uma síntese deste processo.


O professor Jaime.

No âmbito da promoção de hábitos saudáveis, sugeriu-se aos visitantes a utilização de plantas aromáticas como substitutos do sal. 


Aprenda a substituir o sal por temperos frescos e saudáveis.

Do mesmo modo, foi dado a conhecer algumas plantas medicinais e seus efeitos na saúde. No final das explicações, oferecemos algumas dessas plantas.


A nossa colaboradora Ana Lídia.

Para concretizarmos a nossa tarefa tivemos a ajuda do professor Jaime, da nossa colaboradora Ana Lídia e da presidente da Associação de Estudantes, Rebeca Seromenho.


O professor Jaime atento a um grupo de visitantes.

Apesar da chuva forte que caía em bátegas, a assistência, embora reduzida, era muito interessada.



Ana Lídia a prestar esclarecimentos.

Informar e aprender foi o que aconteceu naquela tarde.

Pena que tenha acabado tão depressa.
Ficaram ainda tantas coisas por dizer e tantas por aprender!...

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Curiosidades: flores comestíveis

Uma salada que utiliza flores na sua confeção.

Há uma grande variedade de flores que se podem comer. No entanto, é importante saber que nem todas as flores são comestíveis! Algumas espécies podem ser tóxicas. Aprender a distingui-las é importante. 


As flores são usadas na culinária há milhares de anos. Os povos do Mediterrânico utilizaram-nas, tanto para dar sabor a pratos como para ornamento, conferindo um colorido especial à refeição. 
A nouvelle cuisine usa flores nas suas composições e muitas pessoas julgavam-nas apenas decorativas. No nosso país, as flores comestíveis têm pouca tradição, ao invés de países como a França, a Itália ou o Japão.
Atualmente em Portugal, o interesse pelas flores comestíveis é visto como uma tendência, uma moda que torna os pratos mais exóticos e visualmente mais atraentes.
Muitas delas são flores que habitualmente usamos na decoração. Normalmente são usadas frescas na alimentação, mas também podem ser conservadas, em especial secas, cristalizadas, congeladas ou mantidas em óleo.




Utilização
As flores comestíveis são usadas na elaboração de bebidas, xaropes, geleias, compotas, saladas, sopas, sobremesas, pães, bolos, como acompanhamento ou até como prato principal. Podem ainda aromatizar licores, vinagre, azeite e óleos.
As flores utilizadas na alimentação não se compram nas floristas nem em centros de jardinagem, pois estas são cultivadas com pesticidas e outros produtos químicos prejudiciais à saúde! Não se devem apanhar à beira das estradas nem em outras zonas poluídas.
As flores podem ser adquiridas em lojas gourmet, a agricultores especializados ou até cultivadas no nosso jardim. Porém, já é possível encontrar flores comestíveis em alguns supermercados na secção dos legumes.

Quem é que resiste a uma beleza destas?!

Conselhos
Na sua confeção existem alguns conselhos básicos a seguir. Como são muito delicadas não se devem lavar; usa-se um pincel suave ou um pano húmido. Habitualmente, são adicionadas após a restante receita ter ido ao lume ou são consumidas cruas em saladas. Algumas flores de maiores dimensões - flores de abóbora, por exemplo - podem ser fritas ou panadas.
Normalmente, só as pétalas são comestíveis, devendo retirar os pistilos e estames. Deve-se escolher a flor de acordo com o prato, pois algumas possuem um sabor mais amargo, enquanto outras são mais doces.

Uma salada cheia de vitaminas e de beleza!!!

Eis alguns exemplos:
Amor-perfeito (Viola tricolor) - pode ser usado em saladas e em sobremesas. É conhecido pelas suas propriedades diuréticas.
Violeta (Viola odorata) - possui um sabor doce e perfumado. Quando fresca é usada em saladas; quando cristalizada é usada na doçaria.
Flores de borragem (Borago officinalis) - as suas flores frescas azuis são usadas em saladas, bolos e sobremesas.
Calêndula (Calendula officinalis) - possui um sabor ligeiramente amargo, lembrando o açafrão, pelo que é usada em pratos de arroz, peixe, sopa, queijos ou omeletas. É muito usada como corante alimentar.
Capuchinha ou chaga (Tropaeolum majus) - possui um gosto levemente picante que faz lembrar o agrião. É das flores comestíveis mais conhecidas.
Rosas - as pétalas de rosa têm variadas utilizações: são usadas em infusões, conservas, sobremesas e conferem um sabor suave a pratos fritos.
Outras ainda são a alfazema, a begónia, a camomila, a cravina, o gerânio, o girassol, etc.

Tarte com flores comestíveis.

Então, ficaste com vontade de experimentar pratos em que se utilizem flores?
Aproveita a primavera e surpreende a família com pratos irresistíveis! 
Aqui te deixamos um link para aprenderes receitas que utilizem flores.

Não é difícil fazer uma cobertura de bolo semelhante a esta.
E como fica bem!!!

Planta do mês: milefólio

O milefólio, assim chamado devido aos
 múltiplos recortes das suas folhas
O Milefólio é uma planta muito útil e pouco divulgada entre nós. O seu nome latim é Achillea milfolium, também conhecida por mil-em-rama, milfolhada, erva das cortadelas, erva dos militares, erva de S. João. O nome Achillea deve-se ao herói grego Aquiles que muito a utilizava para curar os ferimentos de guerra dos seus soldados. Na Europa foi muito utilizada nas práticas de bruxaria e nas poções mágicas.

A planta do milefólio.

Características
É uma planta vivaz, aromática, que pode atingir um metro de altura. Prefere solos arenosos e leves, cresce em relvados, bosques pouco densos, à beira de estradas e caminhos e também nos nossos jardins. Tem flores compostas brancas ou púrpuras que florescem entre fevereiro e novembro. Os múltiplos recortes das suas folhas dão origem ao nome milefólio.

O milefólio apresenta normalmente flores brancas.
Porém, as flores poderão também ser rosas ou púrpuras.

Propriedades
Aquiles estava certo em utilizá-la nas feridas dos soldados, pois veio a descobrir-se cientificamente que esta planta continha substâncias que estimulam a coagulação do sangue, apresentando ainda propriedades anti-inflamatórias, antissépticas e antialérgicas. É, igualmente, antiespasmódico do aparelho digestivo. É diurético e antisséptico urinário de acão suave. Faz baixar a febre e a tensão arterial, melhorando a circulação venosa e tonificando as varizes. Estimula a sudação. É utilizado no combate ao reumatismo. É um auxiliar digestivo e alivia as dores.

Milefólio de flor rosa.

Torna-se muito útil tê-la sempre à mão como planta de primeiros socorros, para estagnar o sangue do nariz ou de feridas. Colhem-se quatro ou cinco folhas, lava-se e faz-se com elas uma pequena bola que se pode aplicar diretamente no nariz sem empurrar muito para dentro, ou sobre as feridas.
Pode também, ferver-se a planta e fazer-se compressas com esta infusão.
O chá, feito com as folhas e as flores, é excelente para baixar a febre.

Chá de milefólio (folhas e flores).

Culinária
As pequenas flores brancas comestíveis ficam muito bonitas na decoração de pratos e as folhas em pequenas quantidades podem juntar-se às saladas. ATENÇÃO: as folhas devem comer-se em pequenas quantidades, não mais de três vezes por semana, podendo causar dores de cabeça ou vertigens. Não deve ser tomada durante a gravidez.

As flores do milefólio atraem os insetos polinizadores,
principalmente as abelhas.

Jardim
O milefólio aumenta a resistência das plantas vizinhas às doenças e é um bom companheiro para as plantas medicinais aumentando a sua produção de óleos essenciais e a sua vitalidade. Melhora também a resistência aos insetos de plantas vizinhas, devido ao seu aroma acre e pungente.
É muito utilizado na agricultura biodinâmica como acelerador da compostagem.
Considerada por muitos uma erva daninha invasora, o milefólio é na realidade uma planta de grande utilidade.


Este é um dos milefólios existentes no nosso jardim.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Exposição Quinta do Marcelo

Já tinhas ouvido falar na Quinta do Marcelo?


Vista geral da exposição.

Durante esta semana e até à próxima terça-feira, poderás ficar a conhecer a Quinta do Marcelo através da exposição patente no placard da Biblioteca. Esta quinta faz parte do logradouro da Escola Básica e Secundária Anselmo de Andrade, dela restando ainda alguns testemunhos.

Fotografia das quintas que fazem parte do logradouro da nossa escola.

Assim, num passado ainda próximo, a quinta era propriedade de José Marcelo que a adquiriu a Isabel Maria da Cruz, em 1909, pelo valor de 740 mil réis.

As antigas quintas que fazem parte do espaço da nossa escola.

Almada era, outrora, uma região de quintas agrícolas e de veraneio.
A nossa escola integra no seu espaço 3 antigas quintas: a Quinta das Torcatas de Baixo, a Quinta do Pombal de Cima e a Quinta do Marcelo.
Desta última ficaram a Casa Rural (a habitação familiar), o barracão e diversas árvores de fruto. 

Uma vista da casa familiar vendo-se alguns dos seus
 moradores na varanda.

Outra vista da casa.

Através da exposição, podes também ficar a saber o que era cultivado e observar fotografias da Casa Rural, no tempo em que era ocupada pela família Marcelo.


Caco de cerâmica proveniente da lixeira doméstica.
Na Biblioteca, numa das caixas expositoras, encontram-se alguns cacos de cerâmica que foram encontrados durante os trabalhos na horta. Pensamos que se trata de uma lixeira doméstica que aqui teve lugar. 

Alice Marcelo proprietária da quinta.

Alice Marcelo, filha de José Marcelo, nasceu em 1911 e faleceu em 1964 com 53 anos. Era extraordinariamente bondosa e ajudou muito a sua terra. 
Antes de ficar viúva fez durante vários anos trabalho voluntário na colónia de férias da Trafaria. Durante 15 dias ali veraneavam 50 rapazes e noutros 15 dias, 50 raparigas. 

Acreditamos existirem almadenses que ainda se lembram da Quinta do Marcelo e dos seus ocupantes.
Será que nos podem ajudar a aumentar a nossa informação sobre esta quinta ou alguma das outras duas?
Ficamos ansiosamente à espera!!!....