segunda-feira, 13 de março de 2017

Curiosidades: Maria Pia a rainha artista

D. Luís, D. Maria Pia e os seus filhos,
 D. Carlos e D. Afonso.
Maria Pia (1847-1911) era a segunda filha do rei Vítor Emanuel II da Sardenha e primeiro rei da Itália e da arquiduquesa austríaca Adelaide. Em criança tinha muito jeito para o desenho e para a música. Em 1862, casou com o rei D. Luís, tornando-se assim rainha de Portugal.
Quando chegou a Portugal, a onze dias de fazer 15 anos, Maria Pia trazia no enxoval alguns desenhos feitos ao ar livre. O seu mestre, Angelo Beccaria, era um reconhecido paisagista italiano. Relativamente à pintura, D. Maria tinha tido como mestra Virgínia Panizzardi, virtuosa pintora de flores. Porém, o seu grande mestre foi Enrique Casanova, pintor espanhol.
Retrato de D. Maria Pia
O desenho ao ar livre era uma característica dos naturalistas e é nessa categoria que se inclui Maria Pia. Esta aventurou-se, igualmente, pelo romantismo. Revelou-se uma artista amadora e intimista, mas com qualidade, que pintou para ela e para os amigos, por prazer. 
Catálogo da exposição,
tendo na capa uma das aguarelas da rainha
Para a sua primeira exposição, Um olhar real: obra artística da rainha D. Maria Pia, foram selecionadas 352 obras (aguarela, desenho, fotografia). Essa exposição que tu podes visitar até 21 de abril encontra-se patente no Palácio da Ajuda, edifício que a rainha ajudou a decorar, ao gosto imperial francês.
Um dos estojos de desenho da rainha
Como foi essencialmente uma pintora de flores selecionámos alguns exemplos da sua pintura que esperamos te abram o apetite!...

Aguarelas

Aguarela

Aguarela

Aguarela

Aguarela
Aguarela

segunda-feira, 6 de março de 2017

As crisopas e o controlo biológico de pragas

Em Portugal, a espécie mais comum é a crisopa verde (Chrysoperla carnea), que pode ser observada em pomares do entre Douro e Minho a partir do início de maio.
Crisopa verde
A crisopa é usada em todo o mundo para controle biológico de pragas na agricultura. Na fase adulta, nem todas as espécies são eficientes no controle de pragas, visto que algumas apenas se alimentam de néctar, pólen e substâncias açucaradas como a melada excretada pelos pulgões e outros insetos. O mesmo já não se pode dizer das larvas. 
Larva de crisópa a comer pulgões
São predadores vorazes, que atacam insetos de varias espécies, sobretudo de corpo mole como pulgões, ácaros, tripes, mosca branca, ovos de insetos, lagartas, minadores, psilídeos, cochonilhas, pequenas mariposas e lagartas, e larvas de besouros. A sua eficiência é notável. 
Crisopa verde: metamorfoses
Quando detetam uma presa agarram-na e injetam-lhe o seu suco digestivo com as maxilas. Este suco dissolve os órgãos de um pulgão em 90 segundos. 
Crisopa a comer pulgões
Os ovos são postos em plantas normalmente onde se encontrem grande quantidade de afídeos. Têm forma oval e estão ligados individualmente às plantas por um fio longo.
Ovos de crisopa
Crisopa e os seus ovos
Como atrair: Para atrair crisopas (e as suas larvas) deve-se ter na horta plantas como a angélica, o dente-de-leão, o endro ou o girassol.

Como fazer hotéis abrigo para insetos

Um hotel para vários insetos
Para que servem
Os hotéis para insetos defendem o ecossistema das hortas e jardins, aumentando a biodiversidade ao fornecer um habitat para polinizadores e controladores naturais de pragas. Estes abrigos atraem abelhas, vespas, borboletas, joaninhas, besouros, centopeias.
Um hotel, vários utilizadores
Insetos benéficos
Abelhas selvagens, joaninhas, tesourinhas, besouros e outros insetos são muito úteis no jardim. Estes insetos têm uma missão: combater pulgões e outros parasitas (evitando assim tratamentos fastidiosos) e realizar a polinização. Precisam, no entanto, de um lugar para se abrigar no outono e inverno. Naturalmente, procuram as cascas de árvores caídas para esconderem-se, os espaços entre os troncos nas pilhas de madeira, os montinhos de pedras, vasos empilhadas, etc. 
Hoje, propomos a construção de um refúgio, um hotel de insetos real e de cinco estrelas! E é muito fácil! Ora vê.
 Construção
Para a sua construção podem ser utilizados restos de madeira, bambus, pinhas, galhos secos, canudos de plástico, galhos com furos, folhas secas, musgo seco, troncos furados, canas, vasos, palha, pedras, telhas, rede de arame, etc. Estes diferentes materiais e texturas destinam-se a diferentes insetos. 
Materiais a usar na construção do abrigo
Para a acomodar os materiais pode ser usada uma caixa de madeira qualquer ou podem ser feitos suportes de diversos formatos. O hotel deverá ter quartos para abelhas (polinização) e para joaninhas e crisopas (que se alimentam de pragas).
Hotel de construção muito fácil
Aqui está um outro bem fácil de construir
Um outro modelo também de fácil execução
 Como atrair os insetos
- Não utilizar agrotóxicos;
- Ter plantas (pólen) que os insetos (abelhas, joaninhas) gostem: túlipas, lírios, erva doce (Pimpinella anisum L.), coentros (Coriandrum sativum L.), cominhos (Cominum cyminum), angelica (Angelica Officinalis), cenouras (Daucus carota sativa), milefólio (Achilea millefollium L), cosmos (Cosmos bipinnatus), Coreopsis (Coreopsis lanceolata), gerânio (Pelargonium sp) e dente-de-leão (Taraxacum officinale L,).
Será que depois de leres este post irás tentar construir um abrigo para insetos no teu jardim?
Vê este modelo tão colorido
Um pequeno montinho de materiais e o abrigo está feito!...

Notícias da horta: hotéis para insetos

Numerosos insetos vivem à nossa volta e, neste mundo urbanizado, precisam da nossa ajuda. Durante todo o ano devem alimentar-se, abrigar-se, reproduzir-se e mesmo fugir do perigo. Favorecer a vida dos animais do jardim além de criar um ambiente de vida agradável também assegura o equilíbrio biológico sem ter que utilizar substâncias químicas. 


Um tipo de hotel para insetos

Para nos agradecerem o facto de lhes darmos abrigo, alguns destes animais asseguram o papel de polinizadores (abelhas) enquanto outros são predadores de insetos (joaninhas) ou de animais indesejáveis.
Sabias que 70% dos alimentos que estão no teu prato necessitam do trabalho dos insetos polinizadores e que estes estão em extinção? 

Um outro exemplo de hotel para insetos


Vamos conhecê-los e ajudá-los construindo hotéis abrigo para abelhas selvagens, joaninhas, borboletas e outros insetos úteis. Assim, aumentamos a biodiversidade no nosso quintal e melhoramos a produção dos nossos alimentos.

O nosso hotel para insetos. Este é um hotel comprado,
 mas vamos fazer outros artesanalmente.
A horta meteu mãos à obra e construiu dois hotéis para insetos, com a orientação do professor Jaime. Um vertical, para suspender, e outro horizontal.

Cortar canas, garrafas e garrafões...

O professor Jaime a montar o hotel.

O hotel no seu lugar definitivo. 

Agora só falta começarem a vir os nossos clientes!...
Pode parecer difícil construir um hotel para insetos, mas não é. Primeiro reunimos os materiais necessários e depois demos largas à imaginação. 

O hotel horizontal rodeado por flores.

O hotel vertical.

O hotel vertical na sua localização definitiva.

Aqui estão eles no seu lugar definitivo. 
Não estão muito perfeitos, mas poderão ainda vir a ser melhorados. Para a próxima vez ficarão melhores…
Aqui te deixamos um vídeo para te inspirares:

Bichos da horta: as joaninhas

Joaninhas
Características
Joaninha é o nome popular dos insetos coleópteros da família Coccinellidae. A Coccinella septempunctata, conhecida pelo nome de joaninha-de-sete-pontos, é uma espécie europeia que apresenta geralmente de uma a sete manchas pretas sob fundo vermelho. A sua larva é azul com pintas amarelas. Existem igualmente joaninhas de cor amarela e verde. Podem medir de 4 a 8 milímetros, vivendo até 180 dias.
Diferentes tipos de joaninhas
Como os demais coleópteros, passam por uma metamorfose completa durante seu desenvolvimento. Os seus ovos eclodem numa semana e o estágio larvar é de 3 semanas, durante o qual o inseto já apresenta a mesma alimentação do adulto.
Joaninhas alimentando-se

Metamorfose da Joaninha
Os ovos das Joaninhas
As joaninhas são predadoras alimentando-se de afídios, moscas da fruta, pulgões, piolhos da folha e outros tipos de insetos, a maioria deles nocivos para as plantas. Uma vez que a maioria das suas presas causa estragos às colheitas e plantações, as joaninhas são benéficas e a sua presença é desejada pelos agricultores.
Larva de joaninha a comer pulgões
Ameaças
Apesar da grande utilidade, estes insetos sofrem ameaça dos agrotóxicos utilizados nas plantações.

O mundo fascinante das abelhas

A abelha-europeia (Apis mellifera) é uma abelha social também chamada de abelha-alemã, abelha-comum, abelha-de-mel, abelha-doméstica. É originária da Ásia e da Europa e foi introduzida na América por ingleses e espanhóis. No Brasil foi introduzida pelos portugueses em 1839. As espécies de abelhas nativas da América não possuem ferrão.

Apis mellifera fêmea

As abelhas são insetos voadores aparentados com as vespas e formigas. São conhecidos pelo seu papel na polinização e alimentam-se de néctar que recolhem com a língua. A seguir guardam-no numa bolsa localizada na garganta e voltam à colmeia. Uma abelha produz cinco gramas de mel por ano.

Abelha carregando pólen

As abelhas são criadas em larga escala para a produção de mel, cera, própolis, geleia real.

Classes de abelhas

Uma colmeia (natural ou artificial) abriga entre 60 a 80 mil abelhas. Tem uma rainha, 400 zangões e milhares de operárias. A abelha-rainha vive até 5 anos enquanto que as operárias vivem de 28 a 48 dias. Apenas as abelhas fêmeas trabalham.

Abelha com o ventre cheio de pólen

A principal missão dos machos é fecundar a rainha. O zangão, apesar de não ter ferrão, também tem a função de proteger a colmeia de outros insetos.
No interior da colmeia, as obreiras usam cera para construir os favos (formados por células em forma de prisma hexagonal), onde armazenam mel e pólen para alimentar tanto as larvas como os insetos adultos. A rainha ocupa-se exclusivamente em pôr ovos: cerca de 3 mil por dia.


Uma obreira em acção

Colmeia artificial

Nascimento de uma abelha
Normalmente, todos os anos, cada colónia produz um ou mais enxames, sempre contendo uma rainha, que se instala noutro lugar, com abundância de flores, onde funda uma nova colónia. É assim que a espécie se propaga.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Planta do mês: Espada-de-São-Jorge

Espada-de-São-Jorge
De nome científico Sansevieria trifasciata a espada-de-são-jorge é uma planta herbácea de origem africana, também conhecida como língua-de-sogra, rabo-de-lagarto e sanseviéria. Não possui caule ou ramos, as suas folhas são diretamente ligadas à raiz e possuem aparência suculenta, podendo alcançar até 90 cm de altura. As folhas da espada-de-são-jorge podem ser da cor verde-escuro mas também apresentam manchas e bordas amarelas. Não muito raramente, dependendo do clima, podem dar pequenas flores brancas ou amarelas. 
Planta ornamental de interior
Trata-se de uma planta ornamental de resistência extrema. Resiste tanto à secura, como ao frio e ao calor. Dá-se em solos pobres e tolera a pouca luz.
Além da beleza exótica, também possui a capacidade de despoluir o ambiente, absorvendo uma variedade de toxinas do ar.
Popularmente é vista como uma planta mística que ajuda na proteção espiritual e contra o mau-olhado, devendo ser colocadas próximo da entrada das casas.
Planta ornamental de exterior
A pesar da resistência extrema destas plantas, foram impotentes em relação aos nossos meninos que destruíram um canteiro plantado com um friso de espadas-de-são-jorge. Uma lástima!...
Mas não iremos desistir. Persistiremos na educação ambiental e no respeito por todos os seres vivos.