segunda-feira, 6 de março de 2017

Como fazer hotéis abrigo para insetos

Um hotel para vários insetos
Para que servem
Os hotéis para insetos defendem o ecossistema das hortas e jardins, aumentando a biodiversidade ao fornecer um habitat para polinizadores e controladores naturais de pragas. Estes abrigos atraem abelhas, vespas, borboletas, joaninhas, besouros, centopeias.
Um hotel, vários utilizadores
Insetos benéficos
Abelhas selvagens, joaninhas, tesourinhas, besouros e outros insetos são muito úteis no jardim. Estes insetos têm uma missão: combater pulgões e outros parasitas (evitando assim tratamentos fastidiosos) e realizar a polinização. Precisam, no entanto, de um lugar para se abrigar no outono e inverno. Naturalmente, procuram as cascas de árvores caídas para esconderem-se, os espaços entre os troncos nas pilhas de madeira, os montinhos de pedras, vasos empilhadas, etc. 
Hoje, propomos a construção de um refúgio, um hotel de insetos real e de cinco estrelas! E é muito fácil! Ora vê.
 Construção
Para a sua construção podem ser utilizados restos de madeira, bambus, pinhas, galhos secos, canudos de plástico, galhos com furos, folhas secas, musgo seco, troncos furados, canas, vasos, palha, pedras, telhas, rede de arame, etc. Estes diferentes materiais e texturas destinam-se a diferentes insetos. 
Materiais a usar na construção do abrigo
Para a acomodar os materiais pode ser usada uma caixa de madeira qualquer ou podem ser feitos suportes de diversos formatos. O hotel deverá ter quartos para abelhas (polinização) e para joaninhas e crisopas (que se alimentam de pragas).
Hotel de construção muito fácil
Aqui está um outro bem fácil de construir
Um outro modelo também de fácil execução
 Como atrair os insetos
- Não utilizar agrotóxicos;
- Ter plantas (pólen) que os insetos (abelhas, joaninhas) gostem: túlipas, lírios, erva doce (Pimpinella anisum L.), coentros (Coriandrum sativum L.), cominhos (Cominum cyminum), angelica (Angelica Officinalis), cenouras (Daucus carota sativa), milefólio (Achilea millefollium L), cosmos (Cosmos bipinnatus), Coreopsis (Coreopsis lanceolata), gerânio (Pelargonium sp) e dente-de-leão (Taraxacum officinale L,).
Será que depois de leres este post irás tentar construir um abrigo para insetos no teu jardim?
Vê este modelo tão colorido
Um pequeno montinho de materiais e o abrigo está feito!...

Notícias da horta: hotéis para insetos

Numerosos insetos vivem à nossa volta e, neste mundo urbanizado, precisam da nossa ajuda. Durante todo o ano devem alimentar-se, abrigar-se, reproduzir-se e mesmo fugir do perigo. Favorecer a vida dos animais do jardim além de criar um ambiente de vida agradável também assegura o equilíbrio biológico sem ter que utilizar substâncias químicas. 


Um tipo de hotel para insetos

Para nos agradecerem o facto de lhes darmos abrigo, alguns destes animais asseguram o papel de polinizadores (abelhas) enquanto outros são predadores de insetos (joaninhas) ou de animais indesejáveis.
Sabias que 70% dos alimentos que estão no teu prato necessitam do trabalho dos insetos polinizadores e que estes estão em extinção? 

Um outro exemplo de hotel para insetos


Vamos conhecê-los e ajudá-los construindo hotéis abrigo para abelhas selvagens, joaninhas, borboletas e outros insetos úteis. Assim, aumentamos a biodiversidade no nosso quintal e melhoramos a produção dos nossos alimentos.

O nosso hotel para insetos. Este é um hotel comprado,
 mas vamos fazer outros artesanalmente.
A horta meteu mãos à obra e construiu dois hotéis para insetos, com a orientação do professor Jaime. Um vertical, para suspender, e outro horizontal.

Cortar canas, garrafas e garrafões...

O professor Jaime a montar o hotel.

O hotel no seu lugar definitivo. 

Agora só falta começarem a vir os nossos clientes!...
Pode parecer difícil construir um hotel para insetos, mas não é. Primeiro reunimos os materiais necessários e depois demos largas à imaginação. 

O hotel horizontal rodeado por flores.

O hotel vertical.

O hotel vertical na sua localização definitiva.

Aqui estão eles no seu lugar definitivo. 
Não estão muito perfeitos, mas poderão ainda vir a ser melhorados. Para a próxima vez ficarão melhores…
Aqui te deixamos um vídeo para te inspirares:

Bichos da horta: as joaninhas

Joaninhas
Características
Joaninha é o nome popular dos insetos coleópteros da família Coccinellidae. A Coccinella septempunctata, conhecida pelo nome de joaninha-de-sete-pontos, é uma espécie europeia que apresenta geralmente de uma a sete manchas pretas sob fundo vermelho. A sua larva é azul com pintas amarelas. Existem igualmente joaninhas de cor amarela e verde. Podem medir de 4 a 8 milímetros, vivendo até 180 dias.
Diferentes tipos de joaninhas
Como os demais coleópteros, passam por uma metamorfose completa durante seu desenvolvimento. Os seus ovos eclodem numa semana e o estágio larvar é de 3 semanas, durante o qual o inseto já apresenta a mesma alimentação do adulto.
Joaninhas alimentando-se

Metamorfose da Joaninha
Os ovos das Joaninhas
As joaninhas são predadoras alimentando-se de afídios, moscas da fruta, pulgões, piolhos da folha e outros tipos de insetos, a maioria deles nocivos para as plantas. Uma vez que a maioria das suas presas causa estragos às colheitas e plantações, as joaninhas são benéficas e a sua presença é desejada pelos agricultores.
Larva de joaninha a comer pulgões
Ameaças
Apesar da grande utilidade, estes insetos sofrem ameaça dos agrotóxicos utilizados nas plantações.

O mundo fascinante das abelhas

A abelha-europeia (Apis mellifera) é uma abelha social também chamada de abelha-alemã, abelha-comum, abelha-de-mel, abelha-doméstica. É originária da Ásia e da Europa e foi introduzida na América por ingleses e espanhóis. No Brasil foi introduzida pelos portugueses em 1839. As espécies de abelhas nativas da América não possuem ferrão.

Apis mellifera fêmea

As abelhas são insetos voadores aparentados com as vespas e formigas. São conhecidos pelo seu papel na polinização e alimentam-se de néctar que recolhem com a língua. A seguir guardam-no numa bolsa localizada na garganta e voltam à colmeia. Uma abelha produz cinco gramas de mel por ano.

Abelha carregando pólen

As abelhas são criadas em larga escala para a produção de mel, cera, própolis, geleia real.

Classes de abelhas

Uma colmeia (natural ou artificial) abriga entre 60 a 80 mil abelhas. Tem uma rainha, 400 zangões e milhares de operárias. A abelha-rainha vive até 5 anos enquanto que as operárias vivem de 28 a 48 dias. Apenas as abelhas fêmeas trabalham.

Abelha com o ventre cheio de pólen

A principal missão dos machos é fecundar a rainha. O zangão, apesar de não ter ferrão, também tem a função de proteger a colmeia de outros insetos.
No interior da colmeia, as obreiras usam cera para construir os favos (formados por células em forma de prisma hexagonal), onde armazenam mel e pólen para alimentar tanto as larvas como os insetos adultos. A rainha ocupa-se exclusivamente em pôr ovos: cerca de 3 mil por dia.


Uma obreira em acção

Colmeia artificial

Nascimento de uma abelha
Normalmente, todos os anos, cada colónia produz um ou mais enxames, sempre contendo uma rainha, que se instala noutro lugar, com abundância de flores, onde funda uma nova colónia. É assim que a espécie se propaga.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Planta do mês: Espada-de-São-Jorge

Espada-de-São-Jorge
De nome científico Sansevieria trifasciata a espada-de-são-jorge é uma planta herbácea de origem africana, também conhecida como língua-de-sogra, rabo-de-lagarto e sanseviéria. Não possui caule ou ramos, as suas folhas são diretamente ligadas à raiz e possuem aparência suculenta, podendo alcançar até 90 cm de altura. As folhas da espada-de-são-jorge podem ser da cor verde-escuro mas também apresentam manchas e bordas amarelas. Não muito raramente, dependendo do clima, podem dar pequenas flores brancas ou amarelas. 
Planta ornamental de interior
Trata-se de uma planta ornamental de resistência extrema. Resiste tanto à secura, como ao frio e ao calor. Dá-se em solos pobres e tolera a pouca luz.
Além da beleza exótica, também possui a capacidade de despoluir o ambiente, absorvendo uma variedade de toxinas do ar.
Popularmente é vista como uma planta mística que ajuda na proteção espiritual e contra o mau-olhado, devendo ser colocadas próximo da entrada das casas.
Planta ornamental de exterior
A pesar da resistência extrema destas plantas, foram impotentes em relação aos nossos meninos que destruíram um canteiro plantado com um friso de espadas-de-são-jorge. Uma lástima!...
Mas não iremos desistir. Persistiremos na educação ambiental e no respeito por todos os seres vivos.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

OGM: oportunidade ou perigo

Os OGM são organismos manipulados geneticamente, de modo a favorecer características desejadas, como a cor, o tamanho etc. 

OGM

Na maior parte das vezes, quando se fala em OGM, trata-se de organismos transgénicos. De facto, OGM e transgénicos não são sinónimos: todos os transgénicos são organismos geneticamente modificados, mas nem todos os OGM são transgénicos.


Diferença entre OGM e organismos trangénicos

Um transgénico é um organismo que possui uma sequência de ADN (ou parte do ADN) de outro organismo, que pode até ser de uma espécie diferente.
Já um OGM é um organismo que foi modificado geneticamente mas não recebeu nenhuma região de outro organismo. 

Somente ao inserirmos material genético (ADN/ARN) exógeno num organismo é que ele passa a ser transgénico.

Princípio da precaução

Há muita controvérsia relativamente aos OGM, uma vez que os seus efeitos no Homem, nos animais e na Terra ainda não são conhecidos a longo prazo. Assim, poderão resultar irreversivelmente na poluição genética da Vida, sem contar com o facto de os alimentos do mundo inteiro se encontrarem nas mãos de algumas multinacionais (Monsanto)


A mega-empresa que controla a produção de OGM

A perda da soberania alimentar das populações seria, então, outro dos graves problemas decorrentes da proliferação dos OGM. De facto, os OGM apresentam vantagens e desvantagens.


Boi geneticamente modificado (produção de carne)


Produção de gado geneticamente modificado.
Repara no aspecto estranho destes animais.

Destacam-se como vantagens, a resistência das culturas a pragas e doenças e consequente aumento de produção, e a melhoria nutricional dos alimentos.
As principais desvantagens relacionam-se com a disseminação destes organismos, fazendo diminuir as espécies selvagens e provocando uma diminuição da biodiversidade, e com a possibilidade de poderem provocar alergias.
Com o desenvolvimento da capacidade de se produzir organismos geneticamente modificados, pensou-se que poderia estar resolvido o problema da fome, pois seria possível a produção em massa e com menores perdas, ao nível da produção, de mais e melhores alimentos. Este pressuposto está longe de ser conseguido uma vez que produção destes organismos levanta ainda muitas questões e é geradora de grandes controvérsias. 
A soja, a colza e o milho foram os primeiros OGM a serem aprovados, na União Europeia, para consumo humano.

Frango sem penas
Os frangos, criados na Universidade Hebraica de Israel, não precisam ser depenados, economizando dinheiro nas granjas.
O professor Avigdor Cahaner que liderou o projeto, disse à BBC: Esta não é uma galinha geneticamente modificada. Trata-se de um cruzamento natural entre raças, cujas características são conhecidas há 50 anos. Estou apenas a transferir as características para frangos de crescimento mais rápido. É um frango normal, a não ser pelo fato de que não tem penas, disse ele. O professor contou que as galinhas são alimentadas intensivamente para crescer mais rápido.
Perigo ambiental

Transgénicos e o meio ambiente
A resistência a agrotóxicos pode levar ao aumento das doses de pesticidas aplicadas nas plantações. As pragas que se alimentam da planta transgénica também podem adquirir resistência ao pesticida. Para combatê-las teriam de ser usadas doses ainda maiores de veneno, provocando uma reação em cadeia desastrosa para o meio ambiente e para a saúde dos consumidores. Acredita-se que os transgénicos podem diminuir ou anular o efeito dos antibióticos no organismo, impedindo assim o tratamento e agravando as doenças infeciosas.

Uma vez introduzida uma planta transgénica é irreversível, pois a propagação da mesma é incontrolável e não se pode prever quais as alterações no ecossistema.

A Bayer/Monsanto estão a matar as nossas abelhas!!!...

As sementes do mal
A Bayer, criadora da aspirina, poderá ter de lidar com uma nova crise reputacional devido à compra da Monsanto. De facto, a compra da Monsanto pela Bayer foi apresentada como uma solução para alimentar a população mundial. Mas as críticas são demolidoras: o objetivo é enriquecer à custa da saúde das populações e do ambiente.
A Monsanto, o maior produtor mundial de organismos geneticamente modificados (OGM) ou transgénicos e fabricante do Roundup, baseado no controverso herbicida glifosato, tem estado envolvida nos últimos anos numa crescente polémica e em numerosas ações judiciais, devido ao impacto negativo dos seus produtos na saúde e no ambiente. 


A Plataforma Transgénicos Fora é composta por 11 associações e inúmeros voluntários que apostam numa agricultura melhor para todos. Os únicos que têm a perder com o seu trabalho são os defensores dos interesses económicos privados das multinacionais do agronegócio que procuram o lucro cego sem se preocupar com a fome, a injustiça e a degradação que semeiam à sua passagem.

Princípio da Precaução
Princípio da Precaução
No seu editorial de 25 de Agosto do corrente ano o semanário Expresso afirmava, taxativamente: “Não há qualquer – uma só – prova científica de que o milho transgénico (da qualidade que é autorizado em Portugal e na Europa) seja pernicioso para a saúde.”
A segurança alimentar e ambiental dos organismos geneticamente modificados (OGM, transgénicos) em circulação no espaço europeu é certamente uma das questões centrais na contestação que lhes é movida. Os OGM têm permitido o controlo das grandes multinacionais do setor sobre a agricultura, agravando a dependência em relação às sementes e a pesticidas específicos. A contaminação do meio ambiente e de variedades naturais agrava os riscos do cultivo de OGM e prejudica os agricultores dessas variedades naturais. Vários estudos científicos apontam ainda para riscos para a saúde pública. Face aos riscos continuados associados aos OGM na área da saúde pública e de preservação do ecossistema, é necessária a adoção do Princípio da Precaução devido à incerteza científica existente nesta matéria.

Rotulagem de alimentos OGM

Rotulagem
A União Europeia tem em vigor o Regulamento 1830/2003 sobre rotulagem de transgénicos e de alimentos ou rações produzidos a partir de transgénicos que impõe várias regras. Em geral, um alimento que contenha transgénicos tem de indicar isso mesmo no rótulo através da expressão "geneticamente modificado." Ou seja, se um pacote de cereais para o pequeno-almoço contiver milho transgénico, por exemplo, isso tem de estar indicado na lista de ingredientes. 
No entanto a rotulagem não é obrigatória em todas as circunstâncias. Por exemplo, se o transgénico for um contaminante cuja presença não atinge 0,9% do respetivo ingrediente, não tem de estar indicado (isto aplica-se também em produtos de agricultura biológica). Outro exemplo, mais grave, é que a rotulagem só se aplica na compra do produto numa loja, mas não na compra de uma refeição numa cantina ou restaurante. E, pior ainda, os produtos de origem animal não indicam se os animais foram alimentados com rações transgénicas.


Os OGM no mundo

USA e União Europeia (diferenças)

Distribuição do cultivo do milho transgénico em Portugal.
Esta é a única produção transgénica no nosso país.

Palestras sobre OGM

Na semana passada tivemos duas palestras sobre Organismos Geneticamente Manipulados. A palestrante foi a nossa colaboradora Professora Dra. Margarida Paulus, da USALMA.
Foram duas as turmas envolvidas nesta atividade: o 7ºD (prof. Jaime) e o 9ºC (prof. Celeste). A primeira sessão decorreu na Biblioteca e a segunda na sala de aula.

Biblioteca (7ºD)

Durante a palestra na Biblioteca
A professora Margarida e os alunos do 7ºD
 As palestras foram acompanhadas pela projecção de um Ppt explicativo. Foram aprendidos ou relembrados conceitos tais como: genes, biodiversidade, hereditariedade, rotulagem, ...

A turma do 9ºC prepara-se para ouvir a palestra

Durante a apresentação

Outro momento da sessão
A palestra foi acompanhada pela projecção de um Ppt explicativo. Alguns alunos tiveram dificuldade em identificar certas plantas: arroz, cana-de-açucar, por exemplo. Foi apresentada, também, a distribuição dos OGM (Portugal e no mundo). Os meninos fizeram perguntas e as sessões foram muito participadas.
Obrigada professora Margarida. Ficaremos à espera de outras palestras!!...