segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Como construir um banco de sementes e fazer chorume de urtiga

Na semana passada a nossa colaboradora Ana Lídia fez-nos uma visita. Trouxe-nos o seu banco de sementes e partilhou-o connosco.

O banco de sementes

Outra imagem do banco de sementes
Os meninos tomaram também contacto com o almanaque Borda D’ Água e leram algumas passagens. Deste modo ficaram a conhecer a utilidade destas publicações. O blog da horta já tinha feito uma referência a estes almanaques. Ora espreita aqui.


Os pacotinhos feitos de papel onde estão guardadas as sementes

Os meninos a ouvir as explicações

Chorume de urtiga
Na segunda parte da sessão, deu a conhecer uma planta fantástica que é a urtiga. Com ela ensinou a preparar um chorume que nos vai ajudar a fertilizar a horta. 
O chorume é um líquido concentrado obtido através da maceração de urtigas ao longo de vários dias. Devido aos seus elevados níveis de magnésio, enxofre e ferro, o chorume pode ser usado como um fertilizante líquido para estimular o crescimento das plantas e as proteger de várias doenças. Por ter uma grande quantidade de azoto, pode ainda ser usado como um ativador natural do composto. São também conhecidas as suas capacidades como inseticida natural e repelente muito eficaz contra ácaros e pulgões.


O aspecto do chorume em formação

As bolhas de gás indicam que a fermentação está a decorrer
Agora só falta ter um bocadinho de paciência e esperar que fique pronto. 
Para te informares melhor sobre como fazer chorume de urtiga aqui te deixamos um pequeno apontamento.

Notícias da horta: preparação de canteiros

Para além dos trabalhos na horta e nos jardins também nos dedicamos a recuperar canteiros.

O estado de degradação dos canteiros

Outro dos canteiros a recuperar

A professora Celeste a recuperar um
dos canteiros ao pé da Casinha da horta
Presentemente a nossa atenção recaiu sobre os canteiros à volta da Casinha da horta. Estamos a limpar o terreno das heras e a preparar o solo (fertilização) para depois semear as flores. Também estamos a vedar os canteiros para que se possa preservar o trabalho já realizado. 
Porém, infelizmente, alguns meninos têm partido as vedações e têm feito dos canteiros caixote do lixo… 
É aqui que entra a nossa função pedagógica, mas ainda não conseguimos chegar a todos. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Planta do mês: a palmeira-de-saia

Palmeira-de-saia
Nome Científico: Washingtonia filifera
Nomes Populares: Palmeira-de-saia, Palmeira-da-califórnia.
Categoria: Palmeiras
Clima: Equatorial, Mediterrâneo, Subtropical, Tropical
Origem: desertos da Califórnia, nos Estados Unidos, e parte do México
Altura: acima de 12 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene

Para completar esta ficha descritiva falta ainda acrescentar algumas características desta planta. Assim, a palmeira-de-saia apresenta folhas grandes em forma de leque que formam uma copa aberta. São ideais para serem cultivadas em locais com verões quentes. Porém, possuem uma grande resistência a invernos gelados, suportando temperaturas de -10°C.
Impressionantes estes exemplares
As folhas mortas persistem em vez de cair como nas outras palmeiras, formando-se uma saia volumosa de cor parda, característica da espécie. Esta saia no entanto pode abrigar pragas, roedores e pombos e é muito inflamável, de forma que a remoção destas folhas pode ser indicada em alguns casos. As inflorescências contêm numerosas flores branco-amareladas que dão origem a pequenos frutos, do tipo drupa, de coloração vermelho-escura. Multiplica-se por sementes. 

Outra bonita imagem
Para conheceres melhor esta palmeira que existe abundantemente no logradouro da tua escola, clica aqui.

As nossas palmeiras

Outra imagem das nossas palmeiras. Observem as suas saias

Escaravelho-vermelho das palmeiras

É um insecto de cor forte. Quem diria que é uma praga...

O escaravelho-vermelho (Rhynchophorus ferrugineus) é uma praga e o seu controlo tem-se demonstrado bastante complicado. É um inseto relativamente grande, entre dois e cinco centímetros de comprimento, e tem uma cor vermelho-ferrugem. As suas larvas escavam buracos no caule das palmeiras, podendo matar a planta hospedeira.

Metamorfoses do escaravelho-vermelho

Originário da Ásia tropical, o escaravelho vermelho espalhou-se na África e Europa, atingindo o Mediterrâneo em 1980.
Os primeiros ataques de escaravelho vermelho foram detectados em setembro de 2007 no Algarve. Em 2011, a praga já tinha atingido o norte do país.

A morte das palmeiras

Para te informares melhor sobre esta praga clica aqui.

Distribuição da praga em Portugal

Compostagem: uma sessão teórico-prática

O nosso pequeno grupo no início da sessão
No dia 4 de Janeiro, realizou-se na nossa escola uma sessão teórico-prática sobre compostagem. Teve como dinamizadora a Eng.a Deolinda Ataíde da C.M.A. (Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental) e como aprendentes professores da equipa da Horta e alunos voluntários.
Ficámos a conhecer as etapas da construção de uma pilha de compostagem e dos materiais a utilizar. Por exemplo, não devemos colocar quaisquer restos de alimentos cozinhados, assim como, gorduras (manteiga, fiambre, etc.), carne, peixe, pão, bolos, alimentos processados, legumes ou peças de fruta inteiras, bem como restos de vegetais e cascas grandes (fatias de melão ou melancia) e cascas de citrinos (muito difíceis de decompor pelos microorganismos do solo).

Adicionando cinza à pilha

Aqui está a nossa pilha de compostagem

Obrigada pelas explicações tão pormenorizadas. Gostámos muito e ficamos à espera de novas sessões!!...
Tivemos também direito a alguns presentes, muito úteis. Ora vejam, um manual de compostagem feito por crianças e editado pela C.M.A. Este está à tua disposição na Biblioteca.
Uma das ofertas sobre compostagem
Já em tempos o nosso blog fez uma publicação sobre compostagem. Queres relembrá-la? Clica aqui.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O Natal na Horta

Nos dias 19 e 21 de dezembro, a horta realizou duas exposições, na Sala dos Professores, com materiais de cerâmica produzidos na Sala de Olaria pela professora Teresa Cameira.
Tínhamos chás, sementes e diversas peças de cerâmica (ímanes, pregadeiras, elásticos para o cabelo, colares).
As exposições foram muito visitadas pelos professores e restantes funcionários.
Ora vê como estavam bonitas as mesas de exposição!!...

19 de dezembro

A mesa de exposição (chás, sementes, ímanes e outras peças de cerâmica)

Pormenor dos materiais expostos

 21 de dezembro

Visão geral da mesa de exposição

Pormenor dos materiais expostos

Outro pormenor da mesa de exposição
Os nossos ímanes (prof. Mónica)

Os nossos colares (prof. Mónica)

Outro pormenor das nossas cerâmicas (prof. Mónica)

Os chás (prof. Mónica)

Outro aspecto dos saquinhos de chá (prof. Mónica)
Créditos: obrigada professora Mónica Duarte pelas excelentes fotografias!!!... 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Boas Festas

A Equipa da Horta Biológica deseja Boas Festas e um óptimo Ano de 2017 a toda a Comunidade Educativa e a todos os nossos meninos e jovens alunos.


Bancos de sementes: uma corrida contra o tempo

TODOS nós dependemos das plantas para sobreviver. Além de serem fonte de alimentação, as plantas fornecem também matéria-prima para o vestuário. Isso sem falar no combustível, material de construção e remédios que salvam a vida. A vida animal, incluindo aves e insetos, também depende delas. No entanto, segundo alguns pesquisadores, um quarto das plantas do globo corre risco de ser extinto nos próximos 50 anos. O Projeto Banco de Sementes do Milénio lidera a corrida contra o tempo para evitar que isso aconteça.
Aclamada como a “Arca de Noé para as plantas” e como “seguro de vida para o planeta”, o prédio de 120 milhões de dólares no sul da Inglaterra protegerá centenas de milhões de sementes das espécies mais ameaçadas do planeta.
O que é um banco de sementes? É uma forma fácil e económica de preservar qualquer planta que produz semente — da menor erva à árvore mais alta. Uma vez armazenadas, as sementes não requerem muitos cuidados. A maioria quase não ocupa espaço. Basta um pequeno frasco para armazenar um milhão de sementes de orquídea! No caso de diversas outras espécies, milhares de sementes podem ser armazenadas num vidro de conserva. Após serem submetidas a um tratamento especializado, as sementes podem ser preservadas com segurança por décadas ou mesmo por séculos, por um período muito maior do que conseguiriam sobreviver na natureza.