quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Alterações climáticas

O impacto das atividades humanas, nomeadamente a queima de combustíveis fósseis, o abate da floresta tropical e a pecuária, no clima e na temperatura da Terra é cada vez maior.

As enormes quantidades de gases com efeito de estufa (C02, metano, óxido nitroso e gases fluorados) provenientes destas atividades juntam-se às naturalmente presentes na atmosfera, reforçando o efeito de estufa e o aquecimento global.

O fenómeno do aquecimento global

A atual temperatura média do planeta é 0,85º C superior à do século XIX. Cada uma das três últimas décadas foi mais quente do qualquer outra década desde 1850, ano em que começou a haver registos.
Para os cientistas mais conceituados a nível internacional na área do clima, as atividades humanas são, quase certamente, a principal causa do aquecimento observado desde meados do século XX.
Um aumento de 2º C em relação à temperatura na era pré-industrial é considerado pelos cientistas como o limite acima do qual existe um risco muito mais elevado de consequências ambientais à escala mundial perigosas e, eventualmente, catastróficas. Por esta razão, a comunidade internacional reconheceu a necessidade de manter o aquecimento global abaixo de 2.º C.
Para ficares mais esclarecido podes consultar este site.

Porém, tu podes fazer muito pelo Planeta e pela conservação da vida na Terra. Ora vê:


O que podes fazer pelo ambiente

Para ficares ainda mais informado consulta esta obra de fácil leitura e da qual retirámos as duas imagens anteriores.

Existem dois livros em BD publicados on-line sobre as alterações climáticas. 
Aqui tos deixamos para tua fruição e conhecimento.





Faz aqui o download das obras Portugal 2055 e Reportagem.

Planta do mês: torga

Calluna vulgaris é o nome botânico da espécie pertencente ao género Calluna - família Ericaceae - do qual é a única representante, não havendo mais nenhuma espécie neste género.
A Calluna diferencia-se das espécies do género Erica, com as quais é muitas vezes confundida, principalmente pelas suas folhas que são muito pequenas, decussadas (cada par cruza – se com o par seguinte, formando um X) e que se dispõem umas sobre as outras de forma densamente imbricada. 


Calluna vulgaris (torga)

Erica tetralix e Erica umbellata (urze ou queiró)
Calluna vulgaris distribui-se amplamente por toda a Europa desde as Ilhas Britânicas e Península Ibérica até aos Montes Urais na Rússia, e desde a Escandinávia até ao Mediterrâneo e Marrocos. 

Distribuição em Portugal continental
Em tempos idos, embora não mais distantes que meia dúzia de décadas, a torga era utilizada pelas populações mais pobres do interior do país para fazer vassouras, escovas para esfregar o soalho das habitações e para encher colchões. A madeira das velhas raízes era utilizada nas lareiras ou para fazer carvão. Chegou a ser utilizada para produzir tinta com a qual se tingiam cabedal e lã em tons de amarelo.
Para ficares a saber um pouco mais clica aqui e aqui.


A nossa torga (Jardim mediterrânico)

Outra imagem da nossa torga

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O dia em que a Escola fez 45 anos: 28 de outubro de 2016


PARABÉNS Escola Anselmo de Andrade!!!...
PARABÉNS a todos nós que nos orgulhamos de pertencer a esta comunidade educativa!!!...
Neste dia, como não poderia deixar de ser, a Horta também se associou às comemorações.
Na casinha da horta, foi descerrada, pela Sra. Diretora um painel de azulejos da autoria da Professora Teresa Cameira.


O painel de azulejos da autoria da Professora Teresa Cameira

A Sra. Diretora Margarida Lucena, a Professora Teresa Cameira
(autora do painel de azulejos) e a Professora Elisabete Garcia
(gestora do projeto da biohorta)

Na Sala dos Alunos tivemos uma banquinha recheada de produtos. A marmelada (com marmelos da horta) e as compotas foram feitas pela Auxiliar Isabel Henriques. Chás e sementes, e ainda, bijuterias em faiança alusivas à horta, com supervisão técnica da Professora Teresa Cameira. 
Todos os produtos foram amplamente apreciados. 
Aqui fica um pequeno apontamento fotográfico:

A nossa banquinha

Colares com flores e frutos

Elásticos para o cabelo

Ímanes

Um colar com folha e laranjas

Até para o ano que vem... 
Até lá, continuaremos nas nossas atividades. 
Então, ficaste com vontade de te associares a nós e ao Clube de Olaria da Professora Teresa Cameira? Nós já lá estamos e ficaremos à tua espera!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Plantas aromáticas


Plantas aromaticas beneficiosaude revisto from fernandaataide55

Há já alguns anos, o aluno Gonçalo Costa do 8º A nº 8 fez uma pesquisa sobre plantas aromáticas e verificou que muitas delas eram também plantas medicinais.
Aqui nos deixou o resultado do seu trabalho que depois de revisto foi agora publicado.
Ora vejam como está bonito e esclarecedor.

Planta do mês: alecrim

O alecrim (Rosmarinus officinalis) é um arbusto comum na região do Mediterrâneo, desenvolvendo-se preferencialmente em solos de origem calcária.
Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus que em latim significa orvalho do mar
Atualmente é conhecido por erva da alegria uma vez que os seus óleos essenciais favorecem a produção de neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar.
A sua flor é muito apreciada pelas abelhas que produzem um mel de extrema qualidade.
É também uma planta utilizada com fins culinários, medicinais e religiosos, sendo a sua essência utilizada em perfumaria.
Na cozinha utiliza-se fresco ou seco principalmente em pratos de carne, sopas e molhos.
O nosso alecrim em flor
O chá de alecrim apresenta propriedades antioxidantes e combate os problemas de saúde relacionados com o coração, cérebro, estômago e fígado. Facilita, igualmente, a perda de peso, a memória e ajuda a reduzir a ansiedade.
Chá de alecrim
Para saberes mais sobre esta planta clica aqui e aqui.


Construção de um vermicompostor

Andávamos já há algum tempo com o desejo de ter um vermicompostor.
Foi precisamente hoje que a Horta Biológica passou a contar com um equipamento feito de materiais acessíveis a qualquer pessoa e sem gastar dinheiro. Foi uma colaboradora nossa que nos deu a mão e nos ensinou a construir um.
Isto significa que também tu poderás construir um vermicompostor. Vamos partilhar contigo o que aprendemos hoje. Ora vê como é simples.

Materiais que vais precisar: 3 caixas de esferovite, daquelas usadas nas peixarias; um furador; um pedaço de tule; folhas de jornal; pioneses; folhas secas (e até estamos no outono!!...); uma porção de solo; algum tempo e um pouco de habilidade e paciência.

Etapas:
1- Deves começar por escolher as caixas em número de três. Uma delas deverá ser completamente fechada e ficará em baixo. É a caixa zero. As outras duas serão a caixa 1 e 2. Esta é a última e por agora ficará vazia.

As 3 caixas de esferovite

A caixa zero que ficará no fundo para recolha do lixiviado

Cada uma das caixas 1 e 2 com aberturas

2- As caixas 1 e 2 deverão ser furadas no fundo. Para fazeres os buraquinhos utiliza o furador.

Faz agora os furinhos nas caixas 1 e 2.

3- Coloca agora um pedaço de tule entre as caixas zero e 1 para evitar que as minhocas caiam no lixiviado e se afoguem. Fixa o tecido com pioneses ou fita-cola.


O tecido de tule

Fixa o tule sobre a caixa zero

4- Rasga algumas folhas de jornal em pedacinhos e tapa os buracos da caixa 1. Coloca os pedaços restantes no fundo dessa mesma caixa que irá conter as minhocas. Vamos então começar a preparar a sua casa.

Rasga algumas folhas de jornal em pedacinhos

Coloca os bocadinhos de jornal no fundo da caixa 1:
a casinha das minhocas

5- Colocam-se restos de alimentos crus, com exceção de substâncias ácidas (tomate, citrinos, cebola, alho), misturados com borras de café e cascas de ovos esmagadas. Cobre-se esta massa com folhas secas.


A comida das minhocas


Tapa-se com folhas secas

6- Ao lado, colocam-se as minhocas com o respetivo substrato.

A caixa com as minhocas e o respetivo substrato


As minhocas na sua casa


Cá estão elas a ambientar-se

7- Cobre-se tudo com terra e salpica-se com um pouco de água para manter a mistura húmida.

Coloca-se terra por cima


Salpica-se com um pouco de água para humedecer a mistura

8- Tapa-se tudo com 2 folhas de jornal. Coloca-se a caixa 2 (vazia) no topo e acomoda-se o vermicompostor no seu lugar definitivo. Este deve ser escuro, silencioso e com temperatura constante.

Coloca-se então as folhas de jornal a tapar

Finalmente, acomodam-se as 3 caixas no lugar definitivo

Vês como é fácil!
Bom se calhar o mais complicado é arranjar as meninas. A horta teve a sorte de poder contar com minhocas vermelhas californianas (Lumbricus rubellus) que são as mais trabalhadoras.

 Observações: para relembrares esta matéria podes ler neste blogue a publicação Vermicompostagem: a importância das minhocas.