sexta-feira, 20 de maio de 2016

Dia Internacional da Biodiversidade



A 22 de maio comemora-se o Dia Internacional da Biodiversidade proclamado pelas Nações Unidas com o objetivo de aumentar o grau de consciencialização e conhecimentos acerca da biodiversidade, cujo tema de 2016 é "INTEGRAÇÃO DA BIODIVERSIDADE PARA APOIO ÀS POPULAÇÕES E AOS SEUS MEIOS DE SUBSISTÊNCIA".
A biodiversidade – a variedade de formas de vida na Terra – torna o nosso planeta habitável e bonito. Muitos de nós olham para a natureza como fonte de prazer, inspiração ou lazer. Também dependemos dela para a alimentação, a energia, as matérias-primas, o ar e a água, sendo estes os elementos que tornam possível a vida tal como a conhecemos e que sustentam o desenvolvimento das nossas economias.
No entanto, apesar do seu valor ímpar, tomamos muitas vezes a natureza como um dado adquirido. As pressões exercidas sobre muitos sistemas naturais têm vindo a aumentar, fazendo com que funcionem de forma menos eficaz ou levando-os mesmo até ao limiar do colapso. Aquilo que designamos por perda de biodiversidade é uma situação demasiado comum.
Daí o empenho da União Europeia em travar a perda de biodiversidade. Assim, a UE criou uma rede de 26 000 áreas protegidas dentro das suas fronteiras, que abrange mais de 850 000 km2. Esta rede, conhecida como Natura 2000, é a maior rede de áreas protegidas no mundo.
Para saberes mais, consulta aqui a página do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e confirma se as tuas atitudes e comportamentos são respeitadores da biodiversidade.

Livro sobre a Biodiversidade

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Planta do mês: madressilva

A espécie de que vamos falar é a Lonicera implexa (madressilva-entrelaçada) da família das Caprifoliaceae. O nome Lonicera é uma homenagem ao botânico alemão do século XVI, Adam Lonicera. Já Caprifolia vem do latim cabra, devido à grande preferência que as cabras têm por esta planta, mas também talvez devido à sua natureza trepadora, assim como os caprinos.
Trata-se de arbustos tipo liana, semilenhosos e muito ramificados. São praticamente espontâneas e consideradas plantas invasoras. As madressilvas fazem umas bonitas e perfumadas sebes que atraem insetos polinizadores.
Lonicera implex (casinha da horta)
As folhas e as flores da madressilva são ricas em derivados salicílicos (aspirina). Podem, por isso, ser utilizadas para aliviar as dores de cabeça, febre, arterite e dores reumáticas.
As folhas contêm propriedades anti-inflamatórias e substâncias antibióticas ativas contra os estafilococos e o bacilo de coli, tornando-as um remédio útil para combater problemas respiratórios e infeções gastrointestinais.
A sua acão antiespasmódica e expectorante são um bom remédio para tratar
problemas de tosse, asma e bronquite.
Tanto as flores como as folhas são diuréticas, podendo também ser um bom digestivo ou um laxativo suave. É ainda calmante, sobretudo em casos de ansiedade provocada por ataques de asma.
Na Idade Média, acreditava-se que o seu perfume provocava sonhos eróticos e as adolescentes estavam, por isso, proibidas de levarem para casa ramos desta flor. Os chineses acreditam que o uso prolongado de madressilva aumenta a longevidade.
Na nossa escola temos duas espécies de madressilva: a  Lonicera implexa e uma outra que ainda não identificámos.

Madressilva (espécie não identificada) na vedação da horta biológica

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Dia da Espiga: 5 de maio

Ramo da Espiga
A Quinta-feira da Ascensão (de Jesus ao Céu) é uma festa religiosa católica que ocorre cerca de quarenta dias depois da Páscoa, e calha sempre a uma quinta-feira. Há locais onde é mesmo um dia feriado. Neste dia celebra-se o Dia da Espiga ou Quinta-feira da Espiga.
Tradicionalmente, de manhã cedo, rapazes e raparigas vão para o campo apanhar a espiga e outras flores campestres.
Com elas, formam um ramo com espigas de trigo, folhagem de oliveira, malmequeres e papoilas. O ramo pode também incluir centeio, cevada, aveia, margaridas, etc.
Cada elemento simboliza um desejo:
- A espiga: que haja pão, isto é, que nunca falte comida, que haja abundância em cada lar;
- A oliveira: que haja paz e que nunca falte a luz (divina).
- As flores: que haja alegria simbolizada pela cor das flores. O malmequer ainda «traz» ouro e prata, a papoila «traz» amor e vida e o alecrim «traz» saúde e força.
O ramo é guardado ao longo de um ano, até ao Dia de Espiga do ano seguinte, pendurado algures dentro de casa.
Acredita-se que este costume, que surge mais no centro e sul de Portugal, nasceu de um antigo ritual cristão, que era uma bênção aos primeiros frutos. No entanto, por ter tanta ligação com a Natureza, pensa-se que vem bem mais de trás no tempo, talvez de antigas tradições pagãs associadas às festas da deusa Flora que aconteciam por esta altura e às quais se mantém ligada à tradição dos Maios e das Maias.

Também, a Horta Biológica se associou à celebração desta festa, compondo raminhos de espiga para a comunidade escolar. Esperamos que traga, a todos, boa sorte !!...

terça-feira, 26 de abril de 2016

A fome e o desperdício alimentar




A Comissão Europeia propôs o ano de 2014 como Ano Contra o Desperdício Alimentar. 
Enquanto 842 milhões de pessoas passavam fome em todo o mundo, cerca de 1,3 biliões de toneladas de alimentos é desperdiçada todos os anos (dados de 2014).




O desperdício desafia a capacidade do planeta não só em conseguir reduzir a fome mundial mas também em satisfazer as necessidades de uma população em rápida expansão.
Em Portugal, cerca de 360 mil portugueses passam fome. Enquanto isso, estima-se que todos os dias 50 mil refeições são desperdiçadas de norte a sul do país. 
Prevenir o desperdício alimentar deveria ser um compromisso de todos.
O controlo do que desperdiçamos começa por nós. 




Algumas dicas sobre como evitar o desperdício:


Seria útil criar a noção de Pegada Alimentar para permitir às famílias calcularem o respetivo nível de desperdício.


Maias

Uma porta enfeitada com giesta amarela
O 1º de Maio, por tradição, é o Dia das Maias e comemora-se por todo o nosso país. Na noite de 30 de Abril para 1 de Maio colocam-se as Maias (giestas de flores amarelas), em portas e janelas.
A origem desta tradição perde-se no tempo e pode ter várias explicações. Segundo alguns, a Maia era uma boneca de palha de centeio, em torno do qual havia danças toda a noite. Por vezes, podia ser também uma menina de vestido branco coroada com flores, sentada num trono florido e venerada com danças e cantares.
Esta festa, de reminiscências pagãs, foi proibida várias vezes, como aconteceu em Lisboa no ano de 1402, por Carta Régia de 14 de Agosto, onde se determinava aos Juízes e à Câmara que impusessem as maiores penalidades a quem cantasse Maias ou Janeiras e outras coisas contra a lei de Deus... Ainda segundo outros, o nome do mês de Maio terá tido origem em Maia, mãe de Mercúrio, e a ele está ligado o costume de enfeitar as janelas com flores amarelas.
Seja como for, todos estes rituais pagãos estavam ligados ao rito da fertilidade para com o novo ciclo da natureza, à celebração da Primavera ou ao início de um novo ano agrícola. Mais tarde, houve necessidade de lhe incutir algum sentido religioso, promovendo a sua ligação à Festa da Santa Cruz ou ao Corpo de Deus. 

A Maia da Cova da Piedade
Na Cova da Piedade, o dia 1 de Maio é dia de festa:
A Maia é uma boneca de panos cosidos por senhoras da Romeira. O pano branco é cheio de palha e o chapéu, também é de palha e enfeitado com flores. Ao peito traz um grosso cordão de ouro, com medalhão pendurado; na mão direita tem três figos secos, que simbolizam a virgindade e na mão esquerda um cesto com flores. 
A Maia da Cova da Piedade é uma camponesa que personifica o despertar da fecundidade e festeja a chegada da Primavera. A sua origem está ligada à divindade romana Maia. Mas às ruas da Cova da Piedade chegou vinda da tradição algarvia. Ora espreita aqui.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Os bichos da horta

Na horta existe uma grande variedade de espécies, quer vegetais quer animais.
Hoje, vamos falar-te de alguns dos animais observáveis em áreas agrícolas através de um trabalho feito, há alguns anos, por um grupo de alunos desta escola. 
Uns são muito úteis, outros nem por isso.


terça-feira, 19 de abril de 2016

Planta do mês: acelgas bravas

No logradouro da nossa escola crescem acelgas bravas (Beta vulgaris L. ssp. Macrocarpa) muito viçosas. Têm sido muito apreciadas (as folhas) por quem as está a consumir em sopas, esparregado,…

As nossas lindas acelgas bravas

As acelgas e o seu espigão

Também podemos fazer remédios caseiros com esta planta. Ora vê aqui.
Para explorares as suas características aqui te deixamos o respetivo apontador.