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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Dia da Espiga: 5 de maio

Ramo da Espiga
A Quinta-feira da Ascensão (de Jesus ao Céu) é uma festa religiosa católica que ocorre cerca de quarenta dias depois da Páscoa, e calha sempre a uma quinta-feira. Há locais onde é mesmo um dia feriado. Neste dia celebra-se o Dia da Espiga ou Quinta-feira da Espiga.
Tradicionalmente, de manhã cedo, rapazes e raparigas vão para o campo apanhar a espiga e outras flores campestres.
Com elas, formam um ramo com espigas de trigo, folhagem de oliveira, malmequeres e papoilas. O ramo pode também incluir centeio, cevada, aveia, margaridas, etc.
Cada elemento simboliza um desejo:
- A espiga: que haja pão, isto é, que nunca falte comida, que haja abundância em cada lar;
- A oliveira: que haja paz e que nunca falte a luz (divina).
- As flores: que haja alegria simbolizada pela cor das flores. O malmequer ainda «traz» ouro e prata, a papoila «traz» amor e vida e o alecrim «traz» saúde e força.
O ramo é guardado ao longo de um ano, até ao Dia de Espiga do ano seguinte, pendurado algures dentro de casa.
Acredita-se que este costume, que surge mais no centro e sul de Portugal, nasceu de um antigo ritual cristão, que era uma bênção aos primeiros frutos. No entanto, por ter tanta ligação com a Natureza, pensa-se que vem bem mais de trás no tempo, talvez de antigas tradições pagãs associadas às festas da deusa Flora que aconteciam por esta altura e às quais se mantém ligada à tradição dos Maios e das Maias.

Também, a Horta Biológica se associou à celebração desta festa, compondo raminhos de espiga para a comunidade escolar. Esperamos que traga, a todos, boa sorte !!...

terça-feira, 26 de abril de 2016

Maias

Uma porta enfeitada com giesta amarela
O 1º de Maio, por tradição, é o Dia das Maias e comemora-se por todo o nosso país. Na noite de 30 de Abril para 1 de Maio colocam-se as Maias (giestas de flores amarelas), em portas e janelas.
A origem desta tradição perde-se no tempo e pode ter várias explicações. Segundo alguns, a Maia era uma boneca de palha de centeio, em torno do qual havia danças toda a noite. Por vezes, podia ser também uma menina de vestido branco coroada com flores, sentada num trono florido e venerada com danças e cantares.
Esta festa, de reminiscências pagãs, foi proibida várias vezes, como aconteceu em Lisboa no ano de 1402, por Carta Régia de 14 de Agosto, onde se determinava aos Juízes e à Câmara que impusessem as maiores penalidades a quem cantasse Maias ou Janeiras e outras coisas contra a lei de Deus... Ainda segundo outros, o nome do mês de Maio terá tido origem em Maia, mãe de Mercúrio, e a ele está ligado o costume de enfeitar as janelas com flores amarelas.
Seja como for, todos estes rituais pagãos estavam ligados ao rito da fertilidade para com o novo ciclo da natureza, à celebração da Primavera ou ao início de um novo ano agrícola. Mais tarde, houve necessidade de lhe incutir algum sentido religioso, promovendo a sua ligação à Festa da Santa Cruz ou ao Corpo de Deus. 

A Maia da Cova da Piedade
Na Cova da Piedade, o dia 1 de Maio é dia de festa:
A Maia é uma boneca de panos cosidos por senhoras da Romeira. O pano branco é cheio de palha e o chapéu, também é de palha e enfeitado com flores. Ao peito traz um grosso cordão de ouro, com medalhão pendurado; na mão direita tem três figos secos, que simbolizam a virgindade e na mão esquerda um cesto com flores. 
A Maia da Cova da Piedade é uma camponesa que personifica o despertar da fecundidade e festeja a chegada da Primavera. A sua origem está ligada à divindade romana Maia. Mas às ruas da Cova da Piedade chegou vinda da tradição algarvia. Ora espreita aqui.