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quarta-feira, 31 de maio de 2017

A planta do mês: borragem

A borragem ou borago, de nome científico Borago officinalis L., é uma planta herbácea anual nativa da região mediterrânea.


A nossa borragem.

Na língua dos Celtas, borrach significa coragem e a planta era conhecida pela capacidade de espantar a tristeza e a melancolia.
A borragem é uma planta indispensável para ter uma horta equilibrada. Devido à sua robustez, é fácil de cultivar e exige poucos cuidados.
A floração tem um período relativamente longo que pode ir de junho a setembro. No entanto, em zonas onde o clima é mais ameno, ela pode florescer continuamente durante a maior parte do ano. 
As flores da borragem são geralmente azuis ou violeta-azuladas, embora exista uma cultivar com flores brancas. 


As lindas flores azuis da borragem.

Também existem plantas com flores brancas (raro).

A borragem, geralmente, não é afetada por pragas ou doenças. 

As flores da borragem (podem-se comer).

Benefícios na horta
É há muito tempo considerada uma boa companheira dos canteiros de morangueiros, dos pepinos, abóboras e também dos tomateiros. A proximidade com estas culturas cria um estímulo mútuo e potencia o crescimento. No caso do tomate, também melhora o seu sabor e ajuda impedir ataques de lagartas.

As flores da borragem atraem as abelhas.

São igualmente excelentes para atrair polinizadores para a horta uma vez que as suas flores são muito apreciadas pelas abelhas que vão ajudar na polinização das culturas da horta.

Para que serve a borragem
A borragem serve para tratar a tosse, catarro, constipações, gripe, resfriado, bronquite, inflamações nasais e geniturinárias, colesterol, e problemas de pele. 
Como o significado do nome já sugere, a borragem atua no tratamento da depressão, na hiperatividade infantil, nervosismo e tensão pré-menstrual.

As folhas largas da borragem são comestíveis.

Modo de uso
As partes utilizadas da borragem são as suas flores, caule, folhas e sementes para fazer chás, devendo sempre filtrar os pelos da planta.
Infusão de borragem: colocar 2 colheres (de sopa) de borragem em 1 xícara de água fervente e deixar repousar por 10 minutos. Depois coar e beber 2 vezes ao dia.

Óleo de borragem
O óleo de borragem é resultante da moagem das sementes que são retiradas do fruto.

É considerado como um dos óleos mais saudáveis para o consumo humano e pode ser usado como ingrediente para a alimentação, substituindo outros óleos mais nocivos à saúde. É utilizado também na indústria farmacêutica e de beleza.

Cápsulas de óleo de borragem.

Uso culinário
As folhas e flores são utilizadas, mas os caules são evitados por serem ásperos.


As flores e as folhas são comestíveis.

As folhas devem ser colhidas preferencialmente antes da floração, pois é quando estão com o melhor sabor. Estas podem ser consumidas cozidas (sopas) ou cruas, e têm um sabor semelhante ao pepinoAs folhas frescas são usadas em saladas, cortadas em tiras finas.  As folhas jovens acompanham o queijo fresco e podem ainda ser panadas com ovo e farinha e depois fritas. As folhas mais velhas e rijas são usadas e tratadas como o espinafre: cozidas e refogadas.


Salada de borragem com ovos cozidos. Bom apetite!

As flores têm um sabor delicado e podem ser adicionadas às saladas e sopas e coquetéis.
Podem ser usadas para colorir vinagre (corante azul) ou podem ser usadas em confeites e bebidas.
Deve apanhar-se as folhas ou as flores só quando necessário, pois murcham pouco tempo após serem colhidas.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Planta do mês: milefólio

O milefólio, assim chamado devido aos
 múltiplos recortes das suas folhas
O Milefólio é uma planta muito útil e pouco divulgada entre nós. O seu nome latim é Achillea milfolium, também conhecida por mil-em-rama, milfolhada, erva das cortadelas, erva dos militares, erva de S. João. O nome Achillea deve-se ao herói grego Aquiles que muito a utilizava para curar os ferimentos de guerra dos seus soldados. Na Europa foi muito utilizada nas práticas de bruxaria e nas poções mágicas.

A planta do milefólio.

Características
É uma planta vivaz, aromática, que pode atingir um metro de altura. Prefere solos arenosos e leves, cresce em relvados, bosques pouco densos, à beira de estradas e caminhos e também nos nossos jardins. Tem flores compostas brancas ou púrpuras que florescem entre fevereiro e novembro. Os múltiplos recortes das suas folhas dão origem ao nome milefólio.

O milefólio apresenta normalmente flores brancas.
Porém, as flores poderão também ser rosas ou púrpuras.

Propriedades
Aquiles estava certo em utilizá-la nas feridas dos soldados, pois veio a descobrir-se cientificamente que esta planta continha substâncias que estimulam a coagulação do sangue, apresentando ainda propriedades anti-inflamatórias, antissépticas e antialérgicas. É, igualmente, antiespasmódico do aparelho digestivo. É diurético e antisséptico urinário de acão suave. Faz baixar a febre e a tensão arterial, melhorando a circulação venosa e tonificando as varizes. Estimula a sudação. É utilizado no combate ao reumatismo. É um auxiliar digestivo e alivia as dores.

Milefólio de flor rosa.

Torna-se muito útil tê-la sempre à mão como planta de primeiros socorros, para estagnar o sangue do nariz ou de feridas. Colhem-se quatro ou cinco folhas, lava-se e faz-se com elas uma pequena bola que se pode aplicar diretamente no nariz sem empurrar muito para dentro, ou sobre as feridas.
Pode também, ferver-se a planta e fazer-se compressas com esta infusão.
O chá, feito com as folhas e as flores, é excelente para baixar a febre.

Chá de milefólio (folhas e flores).

Culinária
As pequenas flores brancas comestíveis ficam muito bonitas na decoração de pratos e as folhas em pequenas quantidades podem juntar-se às saladas. ATENÇÃO: as folhas devem comer-se em pequenas quantidades, não mais de três vezes por semana, podendo causar dores de cabeça ou vertigens. Não deve ser tomada durante a gravidez.

As flores do milefólio atraem os insetos polinizadores,
principalmente as abelhas.

Jardim
O milefólio aumenta a resistência das plantas vizinhas às doenças e é um bom companheiro para as plantas medicinais aumentando a sua produção de óleos essenciais e a sua vitalidade. Melhora também a resistência aos insetos de plantas vizinhas, devido ao seu aroma acre e pungente.
É muito utilizado na agricultura biodinâmica como acelerador da compostagem.
Considerada por muitos uma erva daninha invasora, o milefólio é na realidade uma planta de grande utilidade.


Este é um dos milefólios existentes no nosso jardim.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Planta do mês: o absinto, uma planta mágica

O nosso absinto.

Nome científico: Artemisia absinthium
Nomes comuns: Absinto; losna, absíntio; absinto romano, absinto-comum, absinto-grande, absinto-maior, amargosa, artemísia.

A planta do absinto
Na Grécia Antiga, esta planta era dedicada à deusa Artemisa (Diana, entre os romanos, deusa da caça e da castidade). Daí a origem de seu nome científico.
É uma erva originária da Europa e da Ásia. Apresenta folhas recortadas de cor cinzenta, sendo utilizada como planta medicinal e na fabricação de uma bebida conhecida como absinto.
Quando usada de maneira correta, sem excessos, a losna aumenta a secreção biliar e melhora o funcionamento do fígado. Também combate a anemia, as cólicas intestinais, os vermes, diarreias, gastrite, entre outras doenças.
Utilizam-se as folhas e flores, secas ou frescas.
A sua infusão tem uma característica bem marcante: o sabor amargo!

Chá de absinto

É talvez um dos melhores repelentes de pragas que temos ao dispor no jardim, já que a maior parte dos insetos não tolera a sua presença e por isso não se instala nas redondezas. Apenas os afídios negros conseguem sobreviver na planta, sem no entanto lhe provocar estragos. A poda serve ainda para fazer um ótimo biopesticida.

Fada Verde
Curiosidades sobre o Absinto
A bebida absinto, criada primeiramente como medicamento, tem sido muito consumida. Porém, dado que provoca alucinações e pode conduzir à cegueira e à morte, foi proibida em muitos países europeus.

Fada Verde













Esta bebida foi difundida no século XIX e com intensidade no meio artístico e intelectual. Entre os seus adeptos contam-se Van Gogh, Pablo Picasso, Baudelaire, Edgar Allen Poe, Fernando Pessoa, Ernest Hemingway, entre outros. Hoje, está a renascer em meios ditos alternativos. Por causa da sua cor verde é apelidada de Fada Verde.

Depois do primeiro copo vês as coisas como gostarias que elas fossem. Depois do segundo, vês as coisas como elas não são. Finalmente, vês as coisas como elas realmente são, e isso é a coisa mais horrível do mundo. Oscar Wilde

Planta do absinto em flor
O absinto na pintura:

O Absinto, Edgar Degas
Bebendo Absinto, Pablo Picasso

terça-feira, 21 de março de 2017

Planta do mês: a bela malva

A malva: folhas, flores, fruto
malva (Malva sylvestris L.), malva-comum, malva-das-boticas, malva-maior ou malva-selvagem, é uma planta originária da Europa, sendo cultivada devido às suas belas flores. É uma planta herbácea e vivaz. Apresenta folhas grandes e flores de cinco pétalas de cor rosa forte ou lilás, com uns veios mais escuros.
Em Portugal cresce um pouco por todo o lado, desde o Minho ao Algarve, em caminhos, terrenos baldios, lixeiras etc. 

Flores da malva
Para além de planta ornamental é usada também na fitoterapia (folhas e flores). De facto, esta planta apresenta propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias, digestivas, calmantes, laxativas e emolientes

Chá de folhas e flores de malva
Ajuda a tratar problemas do foro digestivo (inflamação e irritação, úlceras, gastrites, colites)respiratório (catarros, faringites, laringites, bronquites, tosse), inflamações da boca (gengivite e aftas) e garganta, etc. As folhas são um potente germicida e sedativo natural.
Os banhos com folhas de malva trituradas em água tonificam a circulação e purificam o sangue. Em infusão aliviam problemas respiratórios.
Duas colheres de flores em infusão são extraordinárias para combater a tosse, e em gargarejos reduzem as inflamações de gengivas e garganta.
É um excelente dentífrico, imunizante contra infecções da boca e aftas. Melhora afecções da pele. A infusão de folhas e flores alivia a tosse, constipações e bronquite. As folhas em decocção aliviam a gastroenterite. As folhas de malva como cataplasma aliviam furúnculos.

Uma salada
Na culinária, as folhas das malvas podem ser utilizadas e cozinhadas como o espinafre, as acelgas ou as couves, em sopas e saladas, muito nutritivas para mulheres em fase de amamentação pois estimulam a produção do leite.


Risoto de malvas
 As raízes cozidas e depois fritas com alho ou cebola são um bom acompanhamento de arroz, carne ou peixe, as sementes possuem um delicado sabor a nozes. As flores são comestíveis, podendo ser utilizadas na decoração de vários pratos. 

Folha de malva afectada pelo fungo
Infelizmente é frequentemente atacada por um fungo, a ferrugem da malva (Puccinia malvacearum)As folhas da planta doente apresentam áreas amarelas, deprimidas, correspondentes às pústulas que se encontram na parte abaxial.
As nossas malvas

As nossas flores de malva

Infelizmente, também foram afectadas pela doença da ferrugem.
Em cima, à esquerda vêem-se as pústulas da ferrugem.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Planta do mês: Espada-de-São-Jorge

Espada-de-São-Jorge
De nome científico Sansevieria trifasciata a espada-de-são-jorge é uma planta herbácea de origem africana, também conhecida como língua-de-sogra, rabo-de-lagarto e sanseviéria. Não possui caule ou ramos, as suas folhas são diretamente ligadas à raiz e possuem aparência suculenta, podendo alcançar até 90 cm de altura. As folhas da espada-de-são-jorge podem ser da cor verde-escuro mas também apresentam manchas e bordas amarelas. Não muito raramente, dependendo do clima, podem dar pequenas flores brancas ou amarelas. 
Planta ornamental de interior
Trata-se de uma planta ornamental de resistência extrema. Resiste tanto à secura, como ao frio e ao calor. Dá-se em solos pobres e tolera a pouca luz.
Além da beleza exótica, também possui a capacidade de despoluir o ambiente, absorvendo uma variedade de toxinas do ar.
Popularmente é vista como uma planta mística que ajuda na proteção espiritual e contra o mau-olhado, devendo ser colocadas próximo da entrada das casas.
Planta ornamental de exterior
A pesar da resistência extrema destas plantas, foram impotentes em relação aos nossos meninos que destruíram um canteiro plantado com um friso de espadas-de-são-jorge. Uma lástima!...
Mas não iremos desistir. Persistiremos na educação ambiental e no respeito por todos os seres vivos.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Planta do mês: Candeias ou capuz-de-fradinho

Candeias ou capuz-de-fradinho é uma erva rizomatosa perene da família das aráceas. O seu nome científico, consoante a espécie, é Arisarum vulgare ou Arisarum simorrhinum.
Esquema de um espádice
com as flores à sua volta
As suas inflorescências estão dispostas em torno de um espádice curvo, envolvido por uma espata (tipo de bráctea típica das aráceas que protege as flores dispostas no espádice) que cobre totalmente a sua base, onde se encontram as flores femininas.
Corte longitudinal: espádice curvo tendo à sua volta as flores. Vê-se
 igualmente a espata que envolve todo o conjunto.
A espata abre-se na parte superior, deixando sair o espádice curvo, de forma que a inflorescência se assemelha a uma candeia com o pavio de fora. A espata, de cor escura entre o negro e o violeta, ao curvar-se assemelha-se também ao capuz de um frade.
Inflorescência e fruto 
A floração ocorre entre outubro e abril, sendo os insetos os agentes polinizadores. Os frutos são bagas tóxicas. Apesar de tóxica pode usar-se as suas folhas e rizoma em cataplasmas como laxante, diurético, expetorante e cicatrizante.
As nossas candeias: aspecto da planta

As nossas candeias: vejam como são bonitas
 as espatas de tons escuros e brancos

As nossas candeias: nesta imagem
 ainda não está visível o espádice
Multiplica-se por divisão dos tubérculos. Desenvolve-se em terras cultivadas, sebes e lugares húmidos.
É uma planta mediterrânica distribuindo-se pelo centro e sul de Portugal e Açores. 
Para ficares a saber mais sobre esta planta clica aqui.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Planta do mês: torga

Calluna vulgaris é o nome botânico da espécie pertencente ao género Calluna - família Ericaceae - do qual é a única representante, não havendo mais nenhuma espécie neste género.
A Calluna diferencia-se das espécies do género Erica, com as quais é muitas vezes confundida, principalmente pelas suas folhas que são muito pequenas, decussadas (cada par cruza – se com o par seguinte, formando um X) e que se dispõem umas sobre as outras de forma densamente imbricada. 


Calluna vulgaris (torga)

Erica tetralix e Erica umbellata (urze ou queiró)
Calluna vulgaris distribui-se amplamente por toda a Europa desde as Ilhas Britânicas e Península Ibérica até aos Montes Urais na Rússia, e desde a Escandinávia até ao Mediterrâneo e Marrocos. 

Distribuição em Portugal continental
Em tempos idos, embora não mais distantes que meia dúzia de décadas, a torga era utilizada pelas populações mais pobres do interior do país para fazer vassouras, escovas para esfregar o soalho das habitações e para encher colchões. A madeira das velhas raízes era utilizada nas lareiras ou para fazer carvão. Chegou a ser utilizada para produzir tinta com a qual se tingiam cabedal e lã em tons de amarelo.
Para ficares a saber um pouco mais clica aqui e aqui.


A nossa torga (Jardim mediterrânico)

Outra imagem da nossa torga

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Planta do mês: camomila


Flores de camomila



A camomila (família das Asteraceae) é uma das mais antigas ervas medicinais. Conhecida em tempos pré-cristãos é mencionada em vários escritos médicos.
O interesse por esta planta surgiu devido ao intenso aroma das suas flores. Estas são muito semelhantes às margaridas com as suas belas pétalas brancas e centro amarelo. Pesquisadores, atraídos pelo seu doce perfume, acabaram por descobrir várias das propriedades que tornaram a camomila tão famosa.
De facto, a camomila possui uma ação cicatrizante, antibacteriana, anti-inflamatória, antiespasmódica e calmante, podendo também ser utilizada como material cosmético (pele e cabelos).
As duas espécies mais comumente utilizadas são a camomila-vulgar (Marticaria recutita) e a camomila-romana (Chamaemelum nobile).
O chá de camomila é indicado em momentos de ansiedade, distúrbios digestivos e ajuda a emagrecer



Chá de camomila: calmante, digestivo e ajuda a emagrecer.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Planta do mês: cardo-leiteiro ou cardo do coalho

Cynara cardunculus variedade altilis
O cardo, Cynara cardunculus variedade altilis, é uma planta ornamental e alimentar.
Nasce espontaneamente em Portugal e pertence à mesma espécie da alcachofra, sendo muito parecida com esta.
O cardo cultivado difere do cardo selvagem por ser maior em altura, ter inflorescências de maior tamanho, ter pecíolos (o talo das folhas) mais grossos e por ter menos espinhos.
Possui enormes e vistosas folhas de cor cinza-prateada e produz, de maio a agosto, fantásticas inflorescências de cor azul-violeta muito apreciadas pelos insectos polinizadores.
A flor (estames) é colhida e seca à sombra para depois se obter um extracto aquoso que se adiciona ao leite para que coalhe (produção artesanal/tradicional: queijo da Serra, queijo de Azeitão, etc.).
Flor do cardo

Estames da flor do cardo
Aqui te deixamos um pequeno vídeo para ficares a conhecer a forma tradicional de fazer queijo a partir da flor do cardo.


Esta planta, quando jovem, pode ser consumida tal como a alcachofra. Porém, ela é cultivada principalmente para o consumo dos talos das folhas, que são limpos e usados em pratos cozinhados.
Este cardo prefere locais expostos ao sol e não exige regas frequentes, adaptando-se a diversos tipos de solo. Uma boa escolha para jardins mediterrânicos.