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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Combater o desperdício alimentar

“2016 foi declarado pela Assembleia da República como o ano do combate ao desperdício alimentar. E todos os dias são desperdiçados milhares de produtos que poderiam ser consumidos, sem que a segurança alimentar seja posta em causa. A GoodAfter.com ajuda a combater esse desperdício”Chantal de Gispert, co-fundadora da GoodAfter


O GoodAfter é o primeiro supermercado online português a comercializar exclusivamente produtos que estão perto ou que já ultrapassaram o prazo de validade recomendado. 
Esta é uma excelente notícia uma vez que se trata de uma iniciativa que, para além de combater o desperdício, vem ajudar os consumidores a poupar imenso dinheiro!

Evita o desperdício alimentar lendo os rótulos das embalagens.

A leitura dos rótulos dos produtos alimentares faz toda a diferença!
Quando o prazo de validade supostamente expirou verifica se a data que consta na embalagem refere:
- Consumir até: então, trata-se de um produto que se estraga rapidamente. Não deve ser consumido após a data indicada;
- Consumir de preferência antes de: significa que o produto pode ser armazenado durante mais tempo. Não existe qualquer perigo em consumir esses alimentos após a data que consta na embalagem, embora possas notar alterações no sabor ou textura dos mesmos. Existe uma exceção: evite comer ovos após terminar o prazo mesmo que esteja indicado na embalagem “consumir de preferência antes de”!


Concluindo, lê bem o rótulo das embalagens antes de deitar ao lixo um alimento cujo prazo de validade já expirou. Se encontrares Consumir de preferência ainda o poderás consumir! 
A Goodafter.com só vende produtos com este segundo tipo de prazos ou mesmo sem qualquer prazo de consumo. Está pois garantida a segurança e propriedades dos alimentos postos à venda.


Existem outras iniciativas de combate ao desperdício, como por exemplo, recolhendo doações e depois distribuindo os alimentos a quem deles precisa. 
Aqui te deixamos algumas para teu conhecimento, e, quem sabe se algum dia virás a ser colaborador/voluntário em alguma delas:


Voluntários fazendo a triagem das ofertas para depois
 seguir para a distribuição a famílias carenciadas
(Banco Alimentar contra a Fome).

Gente Bonita Come Fruta Feia!...









terça-feira, 30 de maio de 2017

Plantas condimentares

O alecrim, o manjericão, os orégãos e a salsa são exemplos de ótimas ervas aromáticas que ajudam a reduzir o sal da alimentação, uma vez que os seus sabores e aromas funcionam como excelentes substitutos.

Esta tabela dá a conhecer os
 usos culinários de algumas das plantas aromáticas.

O sal é um tempero que quando utilizado em exagero pode trazer malefícios, pois pode provocar a subida da pressão arterial, aumentando assim o risco de doenças do coração, além de poder provocar problemas nos olhos e nos rins. 

Usos culinários das plantas aromáticas e das especiarias como substitutos do sal.

Assim, o ideal é mesmo reduzir as quantidades de sal na alimentação, e para isso sugerimos que use na cozinha, para temperar, o sal de ervas ou sal verde:
Ingredientes:
10 gramas de alecrim seco;
10 gramas de manjericão seco;
10 gramas de orégãos secos;
10 gramas de salsa seca;
100 gramas de sal.
Modo de preparação:
Basta misturar todos os ingredientes e passar no liquidificador durante alguns segundos. Guardar a mistura num frasco de vidro. Sempre que precisar de temperar a sua comida, use esta mistura em vez do sal.


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Consociação de culturas: quem se dá com quem?

Consociações favoráveis e desfavoráveis.


Durante gerações, os agricultores foram aprendendo pela observação e pela experiência, que certas culturas, eram mais produtivas se estivessem na companhia de determinadas plantas. Por outro lado, havia outras que eram antagónicas. 
A consociação de culturas é uma técnica bastante utilizada em Agricultura Biológica. 



Sabes o que são consociações?

As consociações ou associações de culturas são sistemas em que duas ou mais espécies de plantas estão próximas o suficiente para que haja uma interação entre as mesmas. Essas interações podem resultar em consequências positivas ou negativas para as plantas.


Milho, feijão e abóbora.

Plantas companheiras vs. antagónicas

É importante não colocar as plantas aleatoriamente perto umas das outras. Deve-se ter em atenção o facto das plantas terem a capacidade de produzir substâncias através da raiz e assim influenciar as plantas vizinhas (fenómeno de alelopatia).


Cebola e alface.

As plantas companheiras (consociações favoráveis) são aquelas que contribuem para um melhor desenvolvimento das “suas vizinhas”, ou seja, as plantas em redor.




Por outro lado, as plantas antagónicas (consociações desfavoráveis) são “más vizinhas”, ou seja, inibem a germinação das plantas em seu redor. Como se não fosse suficiente, ainda podem prejudicar o crescimento destas.  
Por isso, é tão importante saber como conjugar as plantas em cada talhão. 
Só devemos conjugar plantas companheiras. 


Alho francês, alface, cenoura e couve.

Em suma, a consociação favorável entre plantas hortícolas consiste em cultivar dentro do mesmo canteiro diferentes espécies de culturas que se complementam entre si.


As culturas em consociação favorável aumentam a produtividade! 

Porque deste modo verifica-se:
- Melhor aproveitamento do solo
- Melhor eficiência dos nutrientes fornecidos ao solo
- Protecção contra adversidades do clima
- Favorecimento do combate às pragas e doenças
- Redução da acção das infestantes




Para que se torne mais claro, aqui fica um quadro com algumas das consociações favoráveis e desfavoráveis:



Curiosidades: Henry Rousseau, um pintor da natureza

Henry Rousseau


Nada me faz tão feliz como contemplar a natureza e pintá-la. Quando vou para o campo e vejo o Sol por todo o lado, o verde e as flores digo a mim próprio: tudo isto é realmente meu!

Auto-retrato na ilha de São Luís.
Auto-retrato com uma lâmpada.

Um pintor extremamente incomum, Henri Rousseau é uma figura única na história da arte europeia. Ficou conhecido também como o  aduaneiro por ter trabalhado como inspetor de alfândega.

Paisagem exótica.

Rousseau começou a pintar com cerca de quarenta anos de idade. Revelou ser um artista autodidata que afirmava ter unicamente por professor a natureza. Dedica-se à paisagem, uma paisagem calma, bucólica, estranhamente ordenada e artificial, onde todos os elementos têm igual importância.


Bouquet de flores com hera.

Com o tempo esta natureza torna-se cada vez mais complexa, onde a fantasia e o fantástico ganham lugar num pano de fundo exótico. De facto, as suas pinturas mais conhecidas retratam cenas da selva, embora ele nunca tivesse saído de França. Para realizar estas obras serve-lhe de inspiração as estufas, ilustrações de livros, os jardins botânicos de Paris e álbuns sobre fauna

O sonho.

O seu trabalho permite inseri-lo no movimento moderno do pós-impressionismo, sendo considerado um pintor naïve ou primitivo.

Pormenor da pintura anterior.
Afirmava ter inventado um novo género de retrato de paisagem

Mulher passeando numa floresta exótica.

Quando Pablo Picasso descobriu a sua obra reconheceu o génio de Rousseau. 

Paisagem exótica.

Vários pintores famosos da época não só admiravam a obra de Rousseau, que inspirou os seus próprios trabalhos, mas também a colecionavam. 

Os flamingos.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Festa Verde 2017


A Semana Verde, promovida pela C.M.A., teve início hoje (25 de maio) com a Festa Verde.
Ao longo de uma manhã animada e participada (das 09:00h às 12:30h, na Praça S. João Baptista), crianças de Escolas, Jardins de Infância e Instituições Particulares de Solidariedade Social de Almada reúnem-se para trocar e vender os produtos que plantaram e colheram nas suas hortas e jardins pedagógicos, ao longo do ano.
Concursos, jogos, oficinas, feiras de usados e muita animação fazem parte do programa da Festa Verde, aberta a todos os que a queiram visitar.


A nossa barraquinha em plena atividade.

Também a nossa Escola participou, uma vez mais, nesta iniciativa.
O Projeto Horta Biológica / Jardim Mediterrânico / Plantas Aromáticas deu a conhecer as atividades realizadas ao longo do ano, com os seus alunos e professores. 
Procurando promover uma alimentação saudável e a sustentabilidade do Planeta, levou até a este encontro, o resultado da sua produção biológica, incluindo produtos frescos, vegetais e ervas aromáticas, chás, entre outros. 

Os produtos que levámos: plantas aromáticas, condimentares
e medicinais; plantas envasadas; couves e outros produtos frescos;
 flores comestíveis e framboesas.

Outra imagem da nossa barraquinha.

Este é o produto final de uma atividade que se pretende promotora de modos de vida saudáveis e mais sustentáveis.

Dia da espiga: 25 de maio

Os campos na primavera.

Hoje, é Quinta-feira da Ascensão (de Jesus Cristo ao Céu).
Neste dia celebra-se também o "dia da espiga" ou "quinta-feira da espiga".
Trata-se de uma antiga celebração popular portuguesa. Manhã cedo, rapazes e raparigas apanhavam espigas e flores campestres. Formavam com elas um ramo com espigas de trigo, rosmaninho, malmequeres e folhagem de oliveira que pode incluir centeio, cevada, aveia, margaridas, pampilhos e papoilas.

A festa da abundância e do renascimento da natureza.
Depois, o ramo era guardado ao longo de um ano, pendurado atrás da porta de entrada da casa, para que nela houvesse pão, azeite, dinheiro e alegria durante todo o ano. Só era substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.
É crença do povo que a espiga apanhada na quinta-feira da Ascensão proporciona felicidade e abundância no lar. Aliás, a espiga de trigo propriamente dita representa a abundância de pão, o ramo de oliveira simboliza a paz, as flores amarelas e brancas respectivamente o ouro e a prata que significam a fartura e a prosperidade. 

Comemoração do fim do inverno e celebração da fertilidade. 

Este costume tem origens muito antigas e radica em tradições pagãs naturalmente associadas às festas consagradas à deusa Flora e que ocorriam por esta altura. Comemorava-se desta forma o fim do inverno e o renascimento da vida vegetal e animal (primavera). Pedia-se a bênção dos deuses para as novas colheitas (fertilidade). 
Posteriormente, este ritual pagão do Dia da Espiga ficou para sempre ligado à festa religiosa da Ascensão.

Comemoração do Dia da Espiga!

Os raminhos ficaram muito coloridos...
Como não podia deixar de ser, a horta associou-se às comemorações deste dia e cumpriu a tradição. Fizeram-se vários ramos de espigas e outras flores que foram colhidas de manhã bem cedo. Ora vejam como ficaram coloridas e bonitas…

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Um momento de poesia com Fernando Pessoa



À la manière de A. Caeiro

A mão invisível do vento roça por cima das ervas.
Quando se solta, saltam nos intervalos do verde
Papoilas rubras, amarelos malmequeres juntos,
E outras pequenas flores azúis que se não vêem logo.
Não tenho quem ame, ou vida que queira, ou morte que roube.
Por mim, como pelas ervas um vento que só as dobra
Para as deixar voltar àquilo que foram, passa.
Também por mim um desejo inutilmente bafeja
As hastes das intenções, as flores do que imagino,
E tudo volta ao que era sem nada que acontecesse.

30-1-1921
Poemas de Ricardo Reis. Fernando Pessoa. 



segunda-feira, 22 de maio de 2017

A morte silenciosa das abelhas

As abelhas estão cada vez mais ameaçadas de extinção
As abelhas alimentam-se de pólen (larvas) e de mel (néctar). Por norma, o número de abelhas diminui no inverno (importância dos hotéis para insetos) e é reposto até ao verão, quando o bom tempo traz mais alimento e a reprodução dispara. 

Abelhas e favos com mel e com pólen.
A vespa velutina, uma espécie predadora que veio da Ásia, está a espalhar-se rapidamente pela América e pela Europa, dizimando as colmeias.

Vespa velutina.

Em Portugal, as ameaças podem ser explicadas pelo(a,os):
- Varroa destructor (parasita) continua a ser uma dor de cabeça praticamente a nível planetário, uma vez que não existe um tratamento 100% eficaz contra este ácaro.

Varroa destructor

Abelha parasitada pelo Varroa destructor (círculo vermelho).

- Vespa velutina (ou asiática) que ataca as abelhas. O combate a esta espécie predadora requer muitas vezes intervenção especializada para aniquilar os seus ninhos. Portugal vai ter de aprender a conviver com a vespa-asiática, insecto predador de abelhas que, além de ser responsável por uma quebra na produção de mel, está também a preocupar as autoridades, pelo à-vontade com que instala os seus enormes e populosos vespeiros em zonas urbanas.
- Pesticidas, embora presentes, as suas implicações na morte das abelhas não estão quantificadas.
- Alterações climáticas.
- Redução da diversidade de plantas e árvores florais provocada pela agricultura moderna.

Apicultura, uma atividade em expansão em Portugal.

Em Portugal, há cerca de 18 mil apicultores, estando este número em crescimento. O Algarve é a zona de maior produção do país, seguida pelo Alto Minho, Trás-os-Montes e a Beira Alta.
Existem diversas medidas no sentido de impedir a progressão da extinção das abelhas. Algumas mais radicais estão a ser implementadas em Espanha, com o desenvolvimento das super abelhas.
Entre estas medidas, destacam-se o desenvolvimento da agricultura biológica, o controlo das doenças das abelhas e a aposta no projeto europeu Bee Doc que pretende desenvolver novas ferramentas de diagnóstico e novas estratégias de prevenção de doenças nas abelhas, bem como criar novos tratamentos que envolvam menos terapia química.

Agricultura biológica.

A FNAP (federação nacional de apicultores) é uma instituição que existe em Portugal para promover a apicultura e desenvolver métodos para melhorar a vida das abelhas em Portugal. 



Conclusão
Podemos concluir que sem a polinização pela qual as abelhas são responsáveis, frutos como a cereja, o melão, a maçã ou o pêssego ficariam em causa, assim como muitos legumes, casos do nabo ou da abóbora. As plantas polinizadas pelas abelhas também poderiam desaparecer e, por conseguinte, os animais que delas se alimentam, interferindo assim em toda a cadeira alimentar. Por este motivo, o futuro da Humanidade sem abelhas estaria em causa.


terça-feira, 16 de maio de 2017

As nossas plantas medicinais e condimentares

Durante o ano passado, o solo dos canteiros e do jardim ao fundo da horta foi melhorado com terra rica em húmus e estrume de ovelha.


Jardim ao fundo da horta com plantas aromáticas
(condimentares e medicinais).

Jardim ao fundo da horta com plantas aromáticas
(condimentares e medicinais).

Foram, então, plantadas ou semeadas espécies vegetais para fins medicinais e condimentares.


Canteiro da Casinha da Horta:
 plantas medicinais e condimentares.

Canteiro da Casinha da Horta
plantas medicinais e condimentares.

Canteiro da Casinha da Horta:
 plantas medicinais e condimentares.

O outro canteiro da Casinha da Horta: morangueiros, abacateiro,
e plantas aromáticas, medicinais e condimentares.

Para além do plantio, foi preciso regar, mondar, sachar.


Segurelha, menta chocolate e rosmaninho
(canteiro da Casinha da Horta).
 Com todos os cuidados, as plantas cresceram muito bem.

Cidreira (canteiro da Casinha da Horta).


Manjericão (canteiro da Casinha da Horta).

O hipericão do Gerês  (canteiro da Casinha da Horta).

As plantas têm estações próprias de crescimento e, assim sendo, não é possível tê-las frescas durante todo o ano. Têm de ser colhidas, secas e armazenadas, para poderem ser utilizadas quando necessário. 


Flores de tília a secar.

A maior parte das plantas medicinais é colhida no verão, antes das flores se abrirem, o que garante melhor sabor. As folhas das plantas perenes, como a salva e o tomilho, podem ser apanhadas em qualquer altura.

Folhas de sálvia.

As folhas, flores e sementes devem secar em local seco, escuro e ventilado com temperatura entre os 33 ºC e os 21ºC.

Menta chocolate.

Há dois métodos básicos para secar ervas frescas: as folhas e as flores podem ser colhidas e secas num tabuleiro ou em molhos atados e depois pendurados (orégão, tomilho, louro, salva, alfazema, alecrim). Deixar secar durante uma a três semanas. 
As ervas estarão secas quando estiverem quebradiças ao toque. Porém, o caule demora mais tempo a secar, estará seco quando partir ao dobrar.


Erva cidreira e menta.

Pétalas de rosa.

Depois de secas, foi preciso pensar numa forma de as apresentar. Escolhemos introduzi-las em saquinhos de papel devidamente identificados.


Os saquinhos com as plantas medicinais e condimentares.

Todo este processo foi moroso e trabalhoso, mas valeu a pena. 
Estas plantas produzidas em modo biológico vão proporcionar bem-estar e melhorar o sabor dos cozinhados!...
Para ficares mais informado, o quadro em baixo ajudar-te-à a escolheres melhor as plantas a utilizar.


As infusões e as suas propriedades.