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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Curiosidades: flores comestíveis

Uma salada que utiliza flores na sua confeção.

Há uma grande variedade de flores que se podem comer. No entanto, é importante saber que nem todas as flores são comestíveis! Algumas espécies podem ser tóxicas. Aprender a distingui-las é importante. 


As flores são usadas na culinária há milhares de anos. Os povos do Mediterrânico utilizaram-nas, tanto para dar sabor a pratos como para ornamento, conferindo um colorido especial à refeição. 
A nouvelle cuisine usa flores nas suas composições e muitas pessoas julgavam-nas apenas decorativas. No nosso país, as flores comestíveis têm pouca tradição, ao invés de países como a França, a Itália ou o Japão.
Atualmente em Portugal, o interesse pelas flores comestíveis é visto como uma tendência, uma moda que torna os pratos mais exóticos e visualmente mais atraentes.
Muitas delas são flores que habitualmente usamos na decoração. Normalmente são usadas frescas na alimentação, mas também podem ser conservadas, em especial secas, cristalizadas, congeladas ou mantidas em óleo.




Utilização
As flores comestíveis são usadas na elaboração de bebidas, xaropes, geleias, compotas, saladas, sopas, sobremesas, pães, bolos, como acompanhamento ou até como prato principal. Podem ainda aromatizar licores, vinagre, azeite e óleos.
As flores utilizadas na alimentação não se compram nas floristas nem em centros de jardinagem, pois estas são cultivadas com pesticidas e outros produtos químicos prejudiciais à saúde! Não se devem apanhar à beira das estradas nem em outras zonas poluídas.
As flores podem ser adquiridas em lojas gourmet, a agricultores especializados ou até cultivadas no nosso jardim. Porém, já é possível encontrar flores comestíveis em alguns supermercados na secção dos legumes.

Quem é que resiste a uma beleza destas?!

Conselhos
Na sua confeção existem alguns conselhos básicos a seguir. Como são muito delicadas não se devem lavar; usa-se um pincel suave ou um pano húmido. Habitualmente, são adicionadas após a restante receita ter ido ao lume ou são consumidas cruas em saladas. Algumas flores de maiores dimensões - flores de abóbora, por exemplo - podem ser fritas ou panadas.
Normalmente, só as pétalas são comestíveis, devendo retirar os pistilos e estames. Deve-se escolher a flor de acordo com o prato, pois algumas possuem um sabor mais amargo, enquanto outras são mais doces.

Uma salada cheia de vitaminas e de beleza!!!

Eis alguns exemplos:
Amor-perfeito (Viola tricolor) - pode ser usado em saladas e em sobremesas. É conhecido pelas suas propriedades diuréticas.
Violeta (Viola odorata) - possui um sabor doce e perfumado. Quando fresca é usada em saladas; quando cristalizada é usada na doçaria.
Flores de borragem (Borago officinalis) - as suas flores frescas azuis são usadas em saladas, bolos e sobremesas.
Calêndula (Calendula officinalis) - possui um sabor ligeiramente amargo, lembrando o açafrão, pelo que é usada em pratos de arroz, peixe, sopa, queijos ou omeletas. É muito usada como corante alimentar.
Capuchinha ou chaga (Tropaeolum majus) - possui um gosto levemente picante que faz lembrar o agrião. É das flores comestíveis mais conhecidas.
Rosas - as pétalas de rosa têm variadas utilizações: são usadas em infusões, conservas, sobremesas e conferem um sabor suave a pratos fritos.
Outras ainda são a alfazema, a begónia, a camomila, a cravina, o gerânio, o girassol, etc.

Tarte com flores comestíveis.

Então, ficaste com vontade de experimentar pratos em que se utilizem flores?
Aproveita a primavera e surpreende a família com pratos irresistíveis! 
Aqui te deixamos um link para aprenderes receitas que utilizem flores.

Não é difícil fazer uma cobertura de bolo semelhante a esta.
E como fica bem!!!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A Química e a sustentabilidade ambiental

A bancada do laboratório com as plantas utilizadas
 para fabricar o creme.

Hoje, a Química foi à horta pedir folhas de hortelã para uma atividade que estava a ser realizada.
Curiosos, quisemos saber qual a aplicação que iriam dar à referida planta. Fomos então convidados a visitar o Laboratório de Química, o que fizemos com muito prazer.
O professor Carlos Almeida e os seus alunos mostraram-nos o processo de fabrico de um creme para mãos e corpo.

Um dos cremes preparados pelos alunos

Composição e preparação
A matéria-prima é composta por óleo de fritar usado e, se possível, refinado.
A seguir junta-se-lhe metanol e hidróxido de sódio.
Os produtos resultantes são o biodiesel e a glicerina.
Depois de separados estes dois produtos, falta só aromatizar a glicerina que é a base do creme.
Para tal podemos optar por rosas, alecrim, hortelã, casca de laranja seca e moída ou qualquer outra planta ou fruta aromática, em separado ou combinadas.

 
Frasco contendo biodisel e, no fundo, uma massa branca: a glicerina.
  
Os alunos do professor Carlos Almeida já no fim da atividade.

O professor Carlos Almeida a preparar creme
 com odor a laranja.

Na bancada vemos em primeiro plano a glicerina e, ao fundo à esquerda
o frasco onde se esteve a separar/coar a glicerina do disel.

O óleo de fritar com alguns dos cremes produzidos.

Ficámos a saber que a casca de laranja seca e moída quando adicionada ao iogurte natural dá-lhe um delicioso sabor a laranja.

Aqui está o resultado final da laranja seca triturada.

Será que é possível, também, utilizando as nossas plantas aromáticas preparar sabonetes e perfumes?
Aqui fica lançado o desafio à Química!...
A horta biológica focará a aguardar pela resposta.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Trabalho na horta e jardins

Os trabalhos na horta começaram com a remoção das ervas daninhas, ao mesmo tempo que se revolvia o solo com a preciosa ajuda de uma máquina emprestada pela C.M.A.

No início do ano, dividiu-se o espaço da horta em talhões.
A vedação era antiga e estava em muito mau estado.

A horta recebe as primeiras culturas (morangueiros)

E, este ano letivo, em boa hora, tivemos a trabalhar connosco o professor Joel

As novas vedações da horta estão quase prontas!...

Aqui estão elas a prestar um bom serviço.

Foi muito penoso cavar os buracos para assentar as estacas da vedação.
O solo é muito duro e pesado. Mas, no fim, ficou tudo tão bonito!...

A vedação nova rodeia a velha que agora serve de suporte
 a algumas plantas.

Estas vedações são as do Jardim Mediterrânico.

Com a colaboração dos seus alunos, muitas foram as atividades desenvolvidas, como por exemplo: vedações novas, quer na horta quer nos jardins; início da construção do jardim das aromáticas (construção dos terraços e plantação dos primeiros ocupantes), cultivos na horta (morangueiros, batatas, feijões, cenouras, favas, tomate, e muito mais),…

No Jardim das Aromáticas o trabalho tem sido muito intenso.
Para além das vedações, foi necessário compensar a forte inclinação
construindo pequenos terraços aproveitando pedaços de troncos.

Jardim das Aromáticas com os seus terraços em construção.

Aqui um outro pormenor. Agora é preciso colocar terra fértil nas
pequenas conchas que vão abrigar as aromáticas.

Todas estas tarefas foram executadas primorosamente. Pena é que o solo, muito pobre em matéria orgânica e muito argiloso, não ajude, mas mesmo assim as transformações para melhor foram notáveis.


Campo de tomateiros em germinação.
As pombas têm-se deliciado com as sementes.
Será que vai ser necessário fazer um viveiro?

As nossas favas estão a crescer bem.

As favas ainda estão pequeninas e devem ser muito tenrinhas...

Couve portuguesa

Bróculos

Este ano vamos ter batatas.

Os morangueiros já têm flor e pequenos frutos.
Agora é só esperar que cresçam e fiquem madurinhos...

A estrutura já está montada. Não tarda vamos ter feijão verde.

Por este motivo, o nosso projeto pode hoje apresentar níveis elevados de concretização dos seus objetivos e metas.
Obrigada, professor Joel!
Bom seria que no próximo ano continuasse connosco!

sexta-feira, 31 de março de 2017

Observação de aves no espaço da EBSAA

Na quarta-feira passada (29 de abril), veio à nossa escola o Dr. Mário Estevéns da Câmara Municipal de Almada para fazer uma sessão sobre observação de aves. O convite tinha sido feito durante uma ação sobre o mesmo tema que decorreu no Parque da Paz. Imediatamente aceite, foi agora concretizado. Nele participaram os meninos do professor Jaime (5º A e B).

Ouvindo as explicações do professor Mário
E, assim, decorreu a nossa sessão:
- primeiro, em sala de aula, ouvimos instruções sobre como deveria ser o nosso comportamento no terreno. Como se comportam as aves (fugidias, desconcertantes com os seus voos saltitantes…). Distinguir aves de pássaros. Aprender a interpretar o seu canto e os seus sinais de alarme. Experimentámos visualizar objetos através da janelas com os binóculos (que contentamento o dos meninos em poder utilizá-los!!!...). E, finalmente, como consultar o pequeno livro sobre as aves (O meu guia de aves do Parque da Paz Almada, publicação da C.M.A.).

Experimentando os binóculos
- cada menino teve direito a um exemplar do guia (oferta) e a um par de binóculos (empréstimo). Este seria o material necessário para fazer uma observação de aves com sucesso.

Guia de aves da C.M.A.
- por último, fomos, então, para o terreno observar as aves. Vimos e ouvimos, entre outros: gaivotas, pombos, rolas, melros, toutinegras, chapins, verdilhões.

Guia de aves da C.M.A.

Chapim azul
Melro
Toutinegra-dos-valados

Observação de uma rola

Ouvindo e interpretando os cantos das aves

Um observador solitário...
Para a próxima, seremos, de certeza, capazes de fazer muitos mais avistamentos. Tudo é uma questão de prática!!!...
Obrigada professor Mário! Ficamos à espera de mais oportunidades para conhecer melhor as aves de forma a podermos cuidar melhor do ambiente. Contamos convosco!

terça-feira, 21 de março de 2017

21 de março: vamos dar as boas-vindas à Primavera

Na cultura popular, a Primavera começa no dia 21 de março (Dia da Árvore e da Floresta), mas nos últimos anos a data tem-nos trocado as voltas. Neste ano de 2017, o primeiro dia de primavera começou a 20 de março, logo a meio da manhã, mais precisamente às 10h29min.
Nesse momento o Sol está a cruzar o chamado plano do equador celeste. Quando este evento acontece em março, chama-se de equinócio da primavera no hemisfério norte. No hemisfério sul o equinócio da primavera acontece em setembro. Equinócio é uma palavra em latim que aglutina dois termos com significados diferentes. Aequus significa igual e nox, noite. O termo quer dizer literalmente "noites iguais", isto porque nessa altura a noite e o dia têm sensivelmente a mesma duração, 12 horas.

A Terra no primeiro dia de primavera. 
Embora a chuva e a descida da temperatura estejam, este ano, a marcar o início do Equinócio da primavera, esta é sempre sentida como uma promessa dos dias longos, quentes e cheios de sol que aí vêm. De facto, a chegada da primavera é um evento sempre muito celebrado em todo o mundo, porque marca o fim do inverno, uma estação sempre associada ao mau tempo, desconforto e em termos históricos à escassez de comida. Para além disso, trata-se de uma celebração do renascimento da natureza, e historicamente era a altura em que se celebravam os festivais de fertilidade e abundância.

Chegada das andorinhas
Polinização
Polinização
Curiosamente, os ovos desempenham um papel importante nas comemorações do equinócio da primavera em todo o mundo. Conta um mito antigo que é possível equilibrar um ovo sobre a sua base, numa superfície plana, no momento exato em que se dá o equinócio da primavera, isto é, no momento exato em que dia e noite estão em equilíbrio perfeito. De facto, o ovo é um símbolo bastante antigo, anterior ao Cristianismo, que representa a fertilidade e o renascimento da vida. Muitos séculos antes do nascimento de Cristo, a troca de ovos no Equinócio da Primavera (21 de Março) era um costume que celebrava o fim do inverno e o início da primavera. Para obterem uma boa colheita, os agricultores enterravam ovos nas terras de cultivo. Quando a Páscoa cristã começou a ser celebrada, a cultura pagã de festejo da Primavera foi integrada na Semana Santa. Os cristãos passaram a ver no ovo um símbolo da ressurreição de Cristo. Colorir e decorar ovos é um costume também bastante antigo praticado no Oriente. Nos países da Europa de Leste, os ortodoxos tornaram-se grandes especialistas em transformar ovos em obras de arte.

Exemplo de um ovo feito em esmalte e pedras preciosas
para os czares russos.
Hoje e amanhã, a Câmara Municipal de Almada oferece plantas aos seus munícipes. Ora vê como podes candidatar-te a adoptar uma planta da flora mediterrânea para cuidares dela lá em casa.

Agenda das atividades promovidas pela CMA
Para terminar aqui te deixamos um maravilhoso apontamento musical dos MADREDEUS para celebrar a chegada da primavera.

A ANDORINHA DA PRIMAVERA

Andorinha de asa negra aonde vais?
Que andas a voar tão alta
Leva-me ao céu contigo, vá
Qu´eu lá de cima digo adeus
ao meu amor
Ó Andorinha
da Primavera
Ai quem me dera também voar
Que bom que era
Ó Andorinha
na Primavera
também voar

segunda-feira, 6 de março de 2017

Como fazer hotéis abrigo para insetos

Um hotel para vários insetos
Para que servem
Os hotéis para insetos defendem o ecossistema das hortas e jardins, aumentando a biodiversidade ao fornecer um habitat para polinizadores e controladores naturais de pragas. Estes abrigos atraem abelhas, vespas, borboletas, joaninhas, besouros, centopeias.
Um hotel, vários utilizadores
Insetos benéficos
Abelhas selvagens, joaninhas, tesourinhas, besouros e outros insetos são muito úteis no jardim. Estes insetos têm uma missão: combater pulgões e outros parasitas (evitando assim tratamentos fastidiosos) e realizar a polinização. Precisam, no entanto, de um lugar para se abrigar no outono e inverno. Naturalmente, procuram as cascas de árvores caídas para esconderem-se, os espaços entre os troncos nas pilhas de madeira, os montinhos de pedras, vasos empilhadas, etc. 
Hoje, propomos a construção de um refúgio, um hotel de insetos real e de cinco estrelas! E é muito fácil! Ora vê.
 Construção
Para a sua construção podem ser utilizados restos de madeira, bambus, pinhas, galhos secos, canudos de plástico, galhos com furos, folhas secas, musgo seco, troncos furados, canas, vasos, palha, pedras, telhas, rede de arame, etc. Estes diferentes materiais e texturas destinam-se a diferentes insetos. 
Materiais a usar na construção do abrigo
Para a acomodar os materiais pode ser usada uma caixa de madeira qualquer ou podem ser feitos suportes de diversos formatos. O hotel deverá ter quartos para abelhas (polinização) e para joaninhas e crisopas (que se alimentam de pragas).
Hotel de construção muito fácil
Aqui está um outro bem fácil de construir
Um outro modelo também de fácil execução
 Como atrair os insetos
- Não utilizar agrotóxicos;
- Ter plantas (pólen) que os insetos (abelhas, joaninhas) gostem: túlipas, lírios, erva doce (Pimpinella anisum L.), coentros (Coriandrum sativum L.), cominhos (Cominum cyminum), angelica (Angelica Officinalis), cenouras (Daucus carota sativa), milefólio (Achilea millefollium L), cosmos (Cosmos bipinnatus), Coreopsis (Coreopsis lanceolata), gerânio (Pelargonium sp) e dente-de-leão (Taraxacum officinale L,).
Será que depois de leres este post irás tentar construir um abrigo para insetos no teu jardim?
Vê este modelo tão colorido
Um pequeno montinho de materiais e o abrigo está feito!...